Entre portas fechadas e correria por renda, feriado mostra 2 lados do trabalho
Baixo movimento no Centro é reflexo do fechamento obrigatório do comércio varejista, previsto em lei

O feriado do Dia do Trabalhador mostrou cenários distintos entre quem seguiu trabalhando no Centro de Campo Grande. Entre a tentativa frustrada de atrair clientes, a busca por renda extra e a rotina já estabelecida, três histórias retratam o contraste nas ruas vazias da cidade.
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No feriado do Dia do Trabalhador, o Centro de Campo Grande registrou movimento reduzido, com cenários distintos para quem trabalhou. O lanchonete Frank Willian, 26 anos, abriu o estabelecimento, mas teve vendas fracas. O entregador Lucas Dib esperava faturar R$ 300 com entregas. Já o frentista Daniel Mendes, 26, prefere trabalhar em feriados pelo adicional salarial. O baixo movimento reflete o fechamento obrigatório do comércio varejista, com exceção dos supermercados.
O baixo movimento é reflexo do fechamento obrigatório do comércio varejista, previsto em lei e reforçado pela Convenção Coletiva de Trabalho firmada entre os sindicatos do setor, que proíbe a abertura na data.
Dono da única lanchonete aberta na Rua Barão do Rio Branco, quase esquina com a 14 de Julho, o empreendedor Frank Willian, de 26 anos, apostou no funcionamento, mas não teve o retorno esperado. “Foi mais questão de rotina, para não perder o costume. Mas hoje, pelo jeito, eu devia ter parado”, afirmou.
Segundo ele, a decisão foi influenciada pelo bom desempenho em outros feriados. “No de Tiradentes foi muito bom, tinha bastante loja aberta. Hoje está bem parado”, comparou. Mesmo assim, vai manter o atendimento até o meio-dia para atender quem passe pela região.
Na contramão do movimento fraco no comércio, o entregador e estudante Lucas Dib, de 26 anos, aproveitou o dia para reforçar a renda. Com mais de 150 pacotes organizados por rota, ele vai fazer entregas no Centro e em bairros próximos, como na Vila Planalto. A expectativa era faturar cerca de R$ 300. “Quem quer ganhar dinheiro não pode parar. É um valor bom para um dia em que eu ficaria parado”, disse.
O frentista Daniel Mendes, também de 26 anos, disse que há quatro anos na função opta por trabalhar em feriados devido ao adicional no salário. “Vale a pena porque a gente recebe a mais e depois folga no próximo feriado. Para mim, é um dia normal de trabalho”, afirmou.
Segundo o gerente de relações sindicais da Fecomércio MS, Fernando Camilo, o Dia do Trabalho está entre os feriados sem autorização para funcionamento do setor. “A convenção coletiva reforça o que já prevê a lei municipal. A única exceção são os supermercados, que podem abrir normalmente”, explicou.
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