A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

05/12/2017 14:29

MS quer aproveitar acordo do gás para garantir funcionamento de termelétrica

Paulo Nonato de Souza
Os governadores do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, do Mato Grosso, Pedro Taques, de Rondônia, Confúcio Moura, e do Acre, Tião Viana, com o presidente da Bolívia, Evo Morales, nesta terça-feira em Brasília (Foto: Divulgação)Os governadores do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, do Mato Grosso, Pedro Taques, de Rondônia, Confúcio Moura, e do Acre, Tião Viana, com o presidente da Bolívia, Evo Morales, nesta terça-feira em Brasília (Foto: Divulgação)

O Governo de Mato Grosso do Sul pretende aproveitar as negociações com a Bolívia sobre a ampliação do volume de importação do gás natural, dos atuais 600 mil metros cúbicos/dia para dois milhões de metros cúbicos/dia, e garantir o abastecimento da Usina Termelétrica, a UTE fronteira, na divisa dos municípios de Corumbá e Ladário.

“No caso de Mato Grosso do Sul, queremos potencializar o gás natural, especificamente na região de Corumbá, assegurando o fornecimento de gás natural para o funcionamento da UTE fronteira”, diz o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, em nota distribuída pelo Governo do Estado, após encontro do governador Reinaldo Azambuja com o presidente da Bolívia, Evo Moralaes, nesta terça-feira (5) em Brasília.

Segundo Jaime Verruck, a negociação de Mato Grosso do Sul com o Governo da Bolívia busca a possibilidade de fornecimento de gás natural para outras empresas e terceiros.

É que o Governo do Estado considera primordial que a MSGás continue com a possibilidade de ofertar gás dentro da política de atração de investimentos com preço competitivo. Hoje, o valor cobrado pelo gás é o mesmo em todos os estados brasileiros.

O fornecimento do gás natural diretamente pela MSGás à termelétrica de Ladário, além de viabilizar o projeto de R$ 900 milhões do grupo baiano GPE (Global Participações em Energia), beneficia ainda o Estado quanto ao uso do ramal de gás natural, de 40 km, construído na década de 1990 entre a fronteira e Corumbá para abastecer a usina do antigo grupo MMX, que não entrou em operação por falta de licença.

“O Estado investiu R$ 60 milhões na implantação desse ramal e precisa dar uma solução, não apenas comercial, pois hoje temos um custo de R$ 1 milhão/ano na sua manutenção”, afirma o presidente da MSGás, Rudel Trindade. Ele disse ainda que a termelétrica de Corumbá/Ladário apenas aguarda o acordo para compra direta do gás natural para participar de leilões de venda de energia.

Além de Reinaldo Azambuja, os governadores dos outros três estados que fazem fronteira com a Bolívia também estiveram no encontro com Evo Morales em busca do acordo com o governo boliviano: Mato Grosso, Pedro Taques, de Rondônia, Confúcio Moura, e do Acre, Tião Viana.



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions