MS responde por quase um quarto dos negócios de empresa de energia renovável
Com 2 projetos solares em operação e 3º em construção, MS se aproxima de 24% da capacidade da Casa dos Ventos

Em meio à forte expansão das fontes renováveis no país e aos desafios para o sistema elétrico diante do avanço da geração e das limitações de transmissão, a Casa dos Ventos mantém a proposta de investir, inicialmente, R$ 5,12 bilhões no Estado e começa a operar os negócios dos complexos solares Seriemas, em Paranaíba, e Rio Brilhante, próximo à divisa com Nova Alvorada do Sul.
Os dois complexos solares somam 891 MW de potência renovável instalada, que juntos, receberam investimentos de R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,4 bilhão e R$ 1,6 bilhão, respectivamente.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
A Casa dos Ventos iniciou as operações dos complexos solares Seriemas, em Paranaíba, e Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul, somando 891 MW de potência e R$ 3 bilhões em investimentos. Um terceiro complexo, em Paraíso, está em construção e deve operar em 2027, com 640 MW e R$ 2,12 bilhões investidos, elevando a capacidade total da empresa no estado a 1,53 GW, cerca de 24% do portfólio nacional da companhia.
O montante total contempla ainda um terceiro ativo, mais robusto no Estado, o Complexo Solar, em Paraíso, em fase de construção desde abril deste ano, com capacidade instalada prevista de 640 MW e que deve entrar em operação em 2027.
Na ponta do lápis, esse terceiro empreendimento deve receber investimentos de R$ 2,12 bilhões. Com esse novo projeto, a capacidade instalada da empresa no Estado é estimada em 1.531 MW de potência renovável, consolidando o Estado como uma nova frente de crescimento da companhia.
Quando o Complexo Solar Paraíso entrar em operação, os três empreendimentos juntos elevarão a presença da Casa dos Ventos em Mato Grosso do Sul para 1,53 GW, equivalente a cerca de 24% dos 6,4 GW de projetos em operação e construção da companhia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar do País.
“A entrada em operação comercial desses projetos consolida um marco decisivo na expansão da energia limpa no Mato Grosso do Sul e acelera a transição energética nacional", afirma Thiago Rezende, diretor de Implantação e O&M da Casa dos Ventos.
Segundo o executivo, a Casa dos Ventos vem transformando o potencial de energia renovável do Estado "em um portfólio de grande escala", que impulsiona a descarbonização, fortalece a segurança energética e lidera a construção de um futuro sustentável e próspero para o Brasil.
Risco de curtailment
Ele entende que o movimento reforça a aposta da companhia na expansão da geração limpa, ao mesmo tempo em que coloca "em evidência" o desafio de garantir que a energia produzida consiga ser escoada e aproveitada pelo sistema. Nesse caso, a Casa dos Ventos não respondeu se tem identificado riscos de restrição de escoamento para seus projetos em Mato Grosso do Sul e se algum deles poderia sofrer cortes de geração.
A expansão acelerada das fontes solar e eólica no Brasil vem ampliando o desafio de compatibilizar a geração com a capacidade de transmissão, ampliando o risco de curtailment, quando usinas precisam reduzir ou interromper a produção por restrições no sistema.
Em Paranaíba, o projeto Seriemas ocupa uma área de 940 hectares, reunindo 889.200 módulos solares, e tem capacidade instalada de 400 MW. O empreendimento conta com acordos de autoprodução de energia firmados com Dow e Aegea.
No caso do complexo em Rio Brilhante, com 491 MW de capacidade instalada, o empreendimento, próximo à divisa com Nova Alvorada do Sul, ocupa 1.100 hectares e possui 1.105.920 módulos solares. A energia gerada pelo empreendimento será integralmente destinada à Sabesp, também por meio de um contrato de autoprodução.
Com o licenciamento concedido pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), os três projetos responderam por mais de 4 mil empregos nos períodos de pico das obras. Juntos, destinam mais de R$ 25 milhões a programas ambientais e compensações, além da adoção das medidas de mitigação previstas no processo de licenciamento, segundo a companhia. A Casa dos Ventos não informou quantos empregos restaram com a entrada dos projetos em operação.
Em 2025, conforme os últimos dados da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) disponíveis, Mato Grosso do Sul possuía 9.843 MW de capacidade instalada total, dos quais 94,1% eram provenientes de fontes renováveis, o equivalente a cerca de 9,26 GW. Com a chegada da Casa dos Ventos ao Estado, considerando os três projetos atuais no Estado, a capacidade renovável do Estado poderá alcançar aproximadamente 10,79 GW, caso todos os ativos estejam em operação.

