Campo Grande recebe encontro sobre preparação para efeitos do El Niño
Evento nesta terça-feira reunirá governo e sociedade civil para discutir medidas diante de eventos extremos

Campo Grande recebe nesta terça-feira (1º) uma das etapas do Diálogo Regional El Niño 2026/2027, encontro promovido pela SGPR (Secretaria-Geral da Presidência da República) para discutir com organizações da sociedade civil e movimentos sociais as ações de preparação para os impactos do fenômeno climático.
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Campo Grande recebe nesta terça-feira (1º) etapa do Diálogo Regional El Niño 2026/2027, promovido pela Secretaria-Geral da Presidência da República para discutir com a sociedade civil ações de preparação para o fenômeno climático, que tem probabilidade superior a 90% de atingir intensidade muito forte no segundo semestre de 2026. O evento ocorre na UFMS, das 13h30 às 18h, com representantes de ministérios e da Defesa Civil.
O evento será realizado das 13h30 às 18h, no Complexo Multiuso Professor Decir Pedro de Oliveira, na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
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A discussão ocorre em um momento de aumento da preocupação com a intensidade do El Niño. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e capaz de alterar padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo, está em fortalecimento.
Em boletim divulgado em agosto, a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) apontou probabilidade superior a 90% de que o episódio atinja intensidade muito forte durante o segundo semestre de 2026 e o início de 2027. O órgão ressalta, porém, que a intensidade do fenômeno não permite prever de forma automática os impactos em cada região.
No Brasil, o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) acompanha os possíveis efeitos desde o primeiro semestre. Para a região central do País, onde está Mato Grosso do Sul, uma das principais preocupações é a ocorrência mais frequente de ondas de calor e períodos de baixa umidade. A combinação de temperaturas elevadas e chuva abaixo da média em partes do Centro-Oeste também aumenta o potencial para incêndios florestais.
Os efeitos do El Niño, contudo, variam em todo o território brasileiro. Historicamente, o fenômeno costuma aumentar o risco de chuvas intensas na Região Sul e de períodos mais secos em áreas do Norte e Nordeste. No Centro-Oeste, a influência sobre as chuvas pode variar bastante, enquanto os órgãos climáticos apontam temperaturas acima da média como uma das preocupações.
É justamente diante desse cenário que o governo federal pretende discutir medidas de prevenção e resposta. Segundo a SGPR, o encontro em Campo Grande será voltado à apresentação de políticas públicas federais e à participação da sociedade civil no planejamento para emergências climáticas.
Devem participar representantes da Casa Civil, MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), MCid (Ministério das Cidades), MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), Ministério da Saúde e Defesa Civil, entre outros órgãos.
Campo Grande é a 5ª cidade a receber a rodada de encontros. As discussões começaram no Rio de Janeiro, em 20 de agosto, e passaram por Manaus, Fortaleza e Santarém (PA). Depois da Capital sul-mato-grossense, estão previstas reuniões em Petrolina (PE), no dia 3 de setembro, e Porto Alegre, no dia 9.

