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Campo Grande, Sábado, 07 de Dezembro de 2019

11/11/2019 19:38

Produção de leite em MS tem queda de 47%, aponta sindicato

Produção caiu de 197.560.000 litros em 2013 para 104.356.000 litros em 2018

Adriano Fernandes
Audiência pública realizada nesta segunda-feira (11) pela Comissão de Turismo, Indústria e Comércio da Assembleia Legislativa. (Foto: Divulgação/FIEMS) Audiência pública realizada nesta segunda-feira (11) pela Comissão de Turismo, Indústria e Comércio da Assembleia Legislativa. (Foto: Divulgação/FIEMS)

A produção de leite entregue aos laticínios de Mato Grosso do Sul diminuiu 47% na comparação com os últimos cinco anos, conforme o Silemes (Sindicato das Indústrias de Laticínios de Mato Grosso do Sul). Além da redução natural da produção nas fazendas, comprometidos seja pela seca e falta de pastagens, por exemplo, a ausência de incentivos ao produtor rural, preços muitos baixos para o produto e alta tributação estadual são apontados como alguns dos motivos pela queda de produção.

Dados levantados pelo Radar Industrial da Fiems apontam que em 2018 eram 59 laticínios no Estado, que empregavam 835 trabalhadores formais diretos com salário médio de R$ 1.827, resultando em uma massa salarial anual de R$ 18 milhões. “No entanto, apesar de os números tão significativos, a produção de leite recebido pelas indústrias laticínias de Mato Grosso do Sul vem diminuindo de forma expressiva, caindo de 197.560.000 litros em 2013 para 104.356.000 litros em 2018, uma redução de 47%”, comentou a presidente do Sindicato, Milene Nantes em audiência pública realizada nesta segunda-feira (11) pela Comissão de Turismo, Indústria e Comércio da Assembleia Legislativa. 

Segundo Milene, para fazer com que o setor volte a crescer é necessário que haja uma união entre todos os elos da cadeia do leite, com uma aproximação entre indústria, produtor e governos municipais, estadual e federal. “Se não começarmos a olhar e tentar solucionar as principais dificuldades, podemos ter o fim de uma cadeia muito importante em nosso Estado, que gera empregos, uma receita mensal para o produtor, além de ser um produto de consumo básico”, alertou.

Para o deputado estadual Capitão Contar (PSL), que é o presidente da Comissão de Turismo, Indústria e Comércio da Casa de Leis, a burocracia e disparidade de impostos cobrados no Estado, se comparado a outros estados é outro agravante. “Gostaríamos de desburocratizar, através de projetos de lei, estimular ações públicas e medidas que possam facilitar todo o ciclo da produção em Mato Grosso do Sul”, comentou.

“Em Mato Grosso do Sul, temos impostos diferentes de outros Estados e essa diferenciação prejudica a competitividade local. Além disso, a energia elétrica que as indústrias pagam é muito cara e o consumo dos nossos produtos é pequeno”, completou. Para o produtor Carlos Alberto Zanenga, vice-presidente do Núcleo dos Criadores de Girolando de Mato Grosso do Sul, o setor precisa de incentivos fiscais e criação de cooperativas de laticínios, além de programas assistenciais para o pequeno e médio produtor direcionado a nutrição, sanitária e manejo.

“O segmento leiteiro vem sofrendo há muito tempo com os preços praticados pelos laticínios. Precisamos fortalecer os produtores, que na sua maioria são pequenos produtores. Hoje, Mato Grosso do Sul ocupa o 10º lugar no ranking nacional de produção de leite. Produzimos 33 milhões de litros de leite, uma média 1.9 litros por vaca/dia. Isso pode ser facilmente revertido desde que tenha ações voltadas para o nosso setor”, concluiu.

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