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Economia

Quilo do quiabo está valendo mais que da goiaba e pode custar até R$ 24,90

Abacaxi e manga também estão entre os produtos com maior variação de preço em setembro em cenário de alta

Por Tainá Jara | 18/09/2020 08:24
Quiabo está entre os hortifrútis com maior variação no mês de setembro (Foto: Kisie Ainoã/Arquivo)
Quiabo está entre os hortifrútis com maior variação no mês de setembro (Foto: Kisie Ainoã/Arquivo)

Há quem não aprecie, mas os consumidores fiéis podem ter de desembolsar mais pelo quilo do quiabo do que pelo da goiaba, em Campo Grande. Pesquisa do Procon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul), realizada entre os dias 31 de agosto e 15 de setembro, apontou variação de 315,69% do produto em 25 estabelecimentos diferentes, podendo custar R$ 24,90 no Comper.

O preço mínimo encontrado para quiabo foi de R$ 5,99, no Fort, quando a média costuma ser de R$12,98. A hortaliça está com preço maior do que a goiaba, produto com variação de 470,20%, a maior verificada no levantamento. O quilo está sendo vendido por R$ 19,90 no Hortifrúti Folha verde e por R$ 3,49 no mercado real.

Com cultivo predominante na região Norte e Nordeste, a fruta demanda maior logística para ser entregue aos vendedores, diferentemente do quiabo que se desenvolve facilmente em região como o Sudeste ou o próprio Centro-Oeste.

O levantamento detectou ainda outras diferenças bastante consideráveis. Foram registrados índices de 374,21 por cento no caso do abacaxi do tipo Havaí, por exemplo. O produto é vendido no Mercado do Produtor por R$ 1,99 enquanto no Hortifrúti Folha Verde não sai por menos de R$ 8,90.

A diferença de preços da manga Tommy também é sensível, 33,44%. No Assai, custa R$ 2,99 o quilo enquanto no mesmo hortifrúti, R$ 12,90.

Alta de preços - De acordo com os comerciantes, os preços que não vêm agradando os consumidores estão elevados não por culpa sua. Afirmam que os valores para aquisição junto aos produtores se elevaram em função de vários fatores. Atualmente esse fenômeno pode ser creditado às altas temperaturas que causam perda, bem como a alta na procura o que dificulta a oferta.

Durante a ação, foram verificados 75 produtos em 25 estabelecimentos, dos quais estão sendo divulgados 73. A norma para a divulgação é que o produto esteja a disposição em, pelo menos, três dos locais visitados, o que não aconteceu com dois deles. A equipe de pesquisa verificou preços de frutas, verduras e legumes, os mais consumidos pela população.

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