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Interior

Baixo Pantanal zera mortes maternas e avança na proteção à saúde de gestantes

Rede de saúde integrada entre Estado e municípios também contribuiu para redução da mortalidade infantil

Por José Cândido | 06/03/2026 09:01
Baixo Pantanal zera mortes maternas e avança na proteção à saúde de gestantes
Resultado reflete avanço no pré-natal, monitoramento de riscos e diagnóstico precoce de doenças em recém-nascidos. (Bruno Rezende/Secom-MS)

A Região do Baixo Pantanal alcançou um resultado histórico na área da saúde pública ao registrar zero óbitos maternos no período analisado pelo 3º Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) de 2025. O dado reflete o fortalecimento da assistência pré-natal, da Atenção Primária à Saúde (APS) e da organização da rede regional de atendimento às gestantes.

RESUMO

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A região do Baixo Pantanal, em Mato Grosso do Sul, registrou zero óbitos maternos no terceiro quadrimestre de 2025, resultado que reflete o fortalecimento da assistência pré-natal e da Atenção Primária à Saúde. A área, que compreende 12 municípios e mais de 245 mil habitantes, também apresentou redução na mortalidade infantil. O avanço é atribuído ao monitoramento constante das gestantes e à ampliação dos serviços especializados. A Secretaria de Estado de Saúde intensificou as estratégias de diagnóstico precoce de anomalias congênitas, com foco especial nas cardiopatias, uma das principais causas de morte neonatal.

A região integra a Macrorregião Centro de Mato Grosso do Sul e é formada por 12 municípios: Anastácio, Aquidauana, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Caracol, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Maracaju, Nioaque e Porto Murtinho. Juntas, essas cidades somam uma população estimada em mais de 245 mil habitantes, conforme o Plano Diretor de Regionalização do Estado.

Segundo a secretária-adjunta estadual de Saúde, Crhistinne Maymone, o resultado demonstra o funcionamento integrado da rede de atendimento entre Estado e municípios.

“Zerar o óbito materno em uma região demonstra que a rede está funcionando, com pré-natal qualificado, identificação de risco em tempo oportuno e fluxo assistencial organizado. É um resultado que mostra a importância de uma Atenção Primária estruturada e articulada com os demais níveis de atenção”, afirmou.

Além do marco na saúde materna, a região também apresentou redução na mortalidade infantil, indicando melhora na assistência às gestantes e aos recém-nascidos.

Avanço na assistência e monitoramento de riscos

A queda nos indicadores de mortalidade infantil está associada ao acompanhamento mais próximo das gestantes, à qualificação das equipes de saúde e à ampliação do acesso aos serviços especializados.

O monitoramento permanente dos dados permite que as equipes identifiquem riscos com maior rapidez, garantindo intervenções precoces e aumentando a resolutividade da rede de atenção.

Diagnóstico precoce ganha prioridade

Dentro da linha de cuidado materno e infantil, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) também tem ampliado as estratégias de diagnóstico precoce de anomalias congênitas, especialmente nos primeiros dias de vida dos recém-nascidos.

Dados da área técnica apontam que 44% dos óbitos infantis ocorrem entre o nascimento e o sexto dia de vida, período considerado decisivo para intervenções médicas oportunas.

Por isso, o fortalecimento da triagem neonatal e da assistência especializada tem sido prioridade da gestão estadual.

De acordo com a coordenadora de Saúde da Mulher, Criança e Maternidade da SES, Renata Meireles, o desafio agora é ampliar ainda mais a capacidade de diagnóstico precoce.

“Os avanços mostram que estamos no caminho certo, mas os óbitos por anomalias congênitas exigem atenção permanente. Precisamos ampliar o diagnóstico precoce, especialmente das cardiopatias congênitas, e fortalecer a triagem neonatal para garantir encaminhamento rápido e tratamento oportuno”, destacou.

Combate às cardiopatias congênitas

Entre as ações estratégicas adotadas pela SES está o reforço no diagnóstico e tratamento precoce das cardiopatias congênitas, uma das principais causas de morte neonatal.

A ampliação da triagem neonatal e a qualificação da assistência nos primeiros dias de vida fazem parte da estratégia para reduzir mortes evitáveis e consolidar os avanços alcançados na região do Baixo Pantanal.