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Campo Grande, Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019

18/03/2019 18:33

Siga-MS aponta que mais de 90% das lavouras de soja já foram colhidas

Dados apontam que trabalhos estão mais avançados no sul do Estado; melhora na produtividade pode ajudar a repetir desempenho da safra recorde de 2018

Humberto Marques
Expectativa é de que colheita residual tenha maior produtividade, ajudando o desempenho da safra de soja a se aproximar do recorde de 2018. (Foto: Aprosoja/Arquivo)Expectativa é de que colheita residual tenha maior produtividade, ajudando o desempenho da safra de soja a se aproximar do recorde de 2018. (Foto: Aprosoja/Arquivo)

A colheita da safra de soja 2018/2019 em Mato Grosso do Sul se aproxima do fim, conforme dados do Siga-MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio do Estado). O levantamento indica que, até 15 de março, o trabalho foi realizado em 91,5% das lavouras. A melhora na produtividade na reta final da colheita leva o Estado a prever uma safra em volume semelhante ao recorde registrado no ano passado.

O sistema, desenvolvido pela Semagro (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) em parceria com entidades de produtores rurais, aponta que a colheita está mais avançada no sul do Estado, atingindo 94,1% das lavouras. No norte, o percentual é de 92,6%, chegando a 88,9% na região central.

A retirada da soja equivale a 2,598 milhões de hectares dos 2,84 milhões plantados –a maior área plantada na história, sem que houvesse destruição de matas nativas.

“Importante salientar que Mato Grosso do Sul foi o Estado que apresentou um dos maiores crescimentos na área plantada, algo em torno de 140 mil hectares. Essa expansão se deu em cima de área antes ocupada pela pecuária, portanto, não houve desmatamento”, advertiu o secretário Jaime Verruck, da Semagro.

Safra igual – Até aqui, o Siga-MS indica que a produtividade na safra chegará a 52,5 sacas por hectare, totalizando 8,94 milhões de toneladas. Os números são comemorados, uma vez que, como lembrou Verruck, houve estimativa de quebra de um milhão de toneladas na safra em seu início, em virtude das condições climáticas.

O problema acabou compensado pela cultura remanescente, que indica ter produtividade superior. “É uma soja mais tardia que não foi afetada pela estiagem”, disse. Em 2018, a produtividade chegou a 59,17 sacas por hectare –se o desempenho fosse repetido neste ano, a colheita ultrapassaria as 10 milhões de toneladas.

Mesmo assim, com a perspectiva de produtividade superior a 10% nas lavouras restantes, é possível repetir a safra recorde do ano passado, de 9,5 milhões de toneladas.

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