Alfabetização avança em MS, mas 1 em cada 4 cidades ainda não atinge meta
Mais cidades alcançam objetivo, mas parte ainda alfabetiza só metade dos alunos
Mato Grosso do Sul melhorou os índices de alfabetização, mas o avanço ainda está longe de resolver o problema. Em 2025, 75,6% dos municípios conseguiram atingir a meta estabelecida, segundo dados do ICA (Indicador Criança Alfabetizada). Isso significa que quase 1 em cada 4 cidades ainda não alcança o nível esperado.
RESUMO
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Mato Grosso do Sul avançou nos índices de alfabetização em 2025, com 75,6% dos municípios atingindo a meta do Indicador Criança Alfabetizada, contra 57,7% em 2024. Porém, o progresso é desigual: cidades como Corumbá e Sidrolândia seguem abaixo da meta, e alguns municípios atingem o objetivo com apenas metade das crianças alfabetizadas. Casos como Bodoquena, que saltou de 46% para 90%, levantam dúvidas sobre a consistência dos dados.
No ano anterior, o cenário era ainda mais crítico. Em 2024, apenas 57,7% dos municípios cumpriram a meta. Houve avanço, sim, mas ele precisa ser lido com cuidado. Crescer no percentual não significa que a alfabetização esteja resolvida.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, responsável pelo cálculo do ICA. O indicador mede o desempenho de crianças em leitura e escrita a partir de uma avaliação com questões objetivas, atividades de escrita e produção de texto.
Na prática, o índice mostra se os alunos estão ou não alfabetizados na idade considerada adequada.
Avanço existe, mas é desigual
Em cidades maiores, o avanço aparece de forma mais consistente. Em Campo Grande, o índice passou de 52% em 2024 para 64% em 2025, superando a meta. O mesmo ocorre em Dourados, que subiu de 53% para 62%.
Outros municípios também tiveram crescimento expressivo, como Aquidauana, que avançou de 58% para 79%.
Mas o comportamento não é padrão. Há cidades que melhoram e continuam abaixo da meta, e outras que oscilam de um ano para o outro.
Em Corumbá, por exemplo, o índice subiu de 38% para 49%, mas segue distante do objetivo. Já Sidrolândia foi de 40% para 47% e também não atingiu a meta.
Há ainda casos de instabilidade. Nioaque cumpriu a meta em 2024, mas voltou a ficar abaixo em 2025. Em Novo Horizonte do Sul, o índice caiu de 78% para 51% em um ano.
Quando o número engana
O aumento no percentual de municípios que cumprem a meta pode passar a impressão de que o problema está sendo resolvido. Não está.
Em vários casos, cidades atingem a meta com índices ainda baixos. Há municípios que cumprem o objetivo com cerca de 50% das crianças alfabetizadas. Na prática, isso significa que metade dos alunos ainda não domina leitura e escrita no tempo esperado.
Também há saltos que chamam atenção. Bodoquena saiu de 46% para 90% em um ano. Figueirão foi de 86% para 98%. Crescimentos desse tamanho levantam dúvidas sobre consistência ou possíveis mudanças na base avaliada.
Por outro lado, municípios seguem com desempenho baixo mesmo após melhora. Ribas do Rio Pardo chegou a 50% em 2025, enquanto Ladário permanece abaixo de 40%.
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