Enquete mostra que 52% ganham acima da média, mas custo de vida pesa
Para 36% dos participantes, o valor recebido por mês ainda não acompanha as despesas básicas do dia a dia
A maioria dos leitores que participou da enquete do Campo Grande News afirmou ter renda acima da média nacional divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o resultado, 52% disseram receber mais de R$ 3.367 por mês, valor apontado como o rendimento médio mensal do brasileiro em 2025.
RESUMO
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Pesquisa do Campo Grande News revelou que 52% dos leitores têm renda acima da média nacional de R$ 3.367 mensais, apontada pelo IBGE como recorde histórico da PNAD Contínua, com crescimento de 5,4%. Apesar dos avanços, leitores relatam que o aumento salarial não acompanha o custo de vida, com despesas como alimentação, aluguel e energia pressionando o orçamento familiar. Especialistas reforçam o alerta sobre o impacto da inflação acumulada.
Outros 36% responderam que possuem renda abaixo da média nacional. Já 6% afirmaram ter rendimento próximo ao valor divulgado pelo instituto e outros 6% preferiram não responder.
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O levantamento do IBGE mostrou que o rendimento médio mensal do brasileiro alcançou o maior valor da série histórica da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), com crescimento de 5,4% em relação ao ano anterior. Os dados também apontam que 67,2% da população brasileira possui algum tipo de rendimento, o maior percentual já registrado pela pesquisa.
Apesar do avanço nos números, leitores relatam que o aumento da renda não acompanha o custo de vida, principalmente diante das despesas com alimentação, aluguel, energia elétrica, transporte e medicamentos.
O leitor Ronaldo Fernandes afirmou que os salários pagos no Estado estão abaixo do restante do País. “A verdade é que no MS paga-se muito abaixo do restante do Brasil e o custo de vida aqui é alto pelo pouco que a estrutura oferece e pela baixa qualidade de vida que o trabalhador tem aqui”, comentou.
Já Alcides Teixeira da Silva criticou os salários oferecidos atualmente e comparou a situação com décadas anteriores. Segundo ele, profissões que exigem qualificação recebem remunerações consideradas baixas diante das despesas do dia a dia.
“O salário aqui, e no Brasil é vergonha. Não dá pra cesta básica, ainda tem luz, água, taxa de lixo, aluguel, imposto, transporte”, escreveu o leitor. Ele também citou anúncios de vagas para advogados com salários de cerca de R$ 3 mil e afirmou que o poder de compra diminuiu ao longo dos anos. “Hoje tudo é muito caro e se ganha muito pouco”, completou.
Mesmo com os recordes registrados pelo IBGE na renda média e na massa de rendimentos do trabalho, que chegou a R$ 361,7 bilhões, especialistas alertam que a inflação acumulada e o aumento do custo de vida continuam pressionando o orçamento das famílias brasileiras.



