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Economia

Bolsa Família chega ao menor índice desde a retomada pós-pandemia em MS

Participação dos auxílios governamentais diminuiu em 2025, enquanto aposentadorias seguem relevantes no Estado

Por Kamila Alcântara | 08/05/2026 17:14
Bolsa Família chega ao menor índice desde a retomada pós-pandemia em MS
Pessoa segura celular com aplicativo do Bolsa Família aberto (Foto: Bruno Todeschini/Agencia RBS)

Mesmo com a melhora do mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul, famílias que dependem do Bolsa Família ainda vivem uma realidade distante da média estadual. Dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o rendimento per capita de quem recebe o benefício é quase três vezes menor do que o de quem não depende do programa.

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Dados da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE mostram que famílias beneficiárias do Bolsa Família em Mato Grosso do Sul têm renda per capita de R$ 930, quase três vezes menor que os R$ 2.595 de quem não recebe o programa. O percentual de domicílios atendidos caiu de 13% em 2024 para 9,5% em 2025, totalizando 102 mil residências, abaixo da média nacional de 17,2%.

Em 2025, moradores de domicílios beneficiários do Bolsa Família tiveram rendimento médio mensal de R$ 930 por pessoa. Entre os que não recebem o auxílio, a média chegou a R$ 2.595.

O levantamento também aponta queda no alcance do programa social em Mato Grosso do Sul. Depois de atingir recorde histórico em 2024, quando 13% dos domicílios do Estado recebiam Bolsa Família, o percentual caiu para 9,5% neste ano, o equivalente a 102 mil residências.

Apesar da redução, o índice ainda permanece acima do registrado antes da pandemia. Em 2019, por exemplo, 8,8% dos domicílios sul-mato-grossenses eram atendidos pelo programa.

Na comparação nacional, Mato Grosso do Sul aparece com o quinto menor percentual de domicílios beneficiários do País. A média brasileira é de 17,2%, quase o dobro da registrada no Estado.

Os dados do IBGE mostram também uma mudança gradual no perfil de quem recebe o benefício. A participação de beneficiários com ensino médio completo mais que dobrou em 13 anos, passando de 8,2% em 2012 para 20,2% em 2025.

Já a parcela de beneficiários com ensino fundamental incompleto caiu de 63,4% para 48,6% no mesmo período.

Pesquisa mostra ainda que o rendimento do trabalho voltou a ganhar espaço na composição da renda dos sul-mato-grossenses. Em 2025, os salários representaram 80,7% da renda domiciliar total do Estado, acima dos 79,5% registrados em 2024. Enquanto isso, a participação dos programas sociais caiu de 3,2% para 2,9% no mesmo período.

Aposentadoria ainda sustenta - A pesquisa também aponta que aposentadorias e pensões continuam tendo papel importante na economia estadual. Hoje, aposentados e pensionistas representam 10,6% da população de Mato Grosso do Sul.

Ao todo, 302 mil pessoas recebem aposentadoria ou pensão no Estado. Somando outras fontes de renda, como aluguel, programas sociais e pensão alimentícia, 612 mil sul-mato-grossenses possuem algum tipo de rendimento fora do trabalho.

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