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Maioria não acredita que toque de recolher irá barrar avanço da covid na Capital

Retorno da medida foi anunciado na manhã desta quarta-feira (25), de meia-noite até às 5h

Por Aletheya Alves | 27/11/2020 07:31
Avenida Afonso Pena sem movimentação durante toque de recolher. (Foto: Fly Drones)
Avenida Afonso Pena sem movimentação durante toque de recolher. (Foto: Fly Drones)

Tentando evitar mais um colapso na saúde com aumento de casos confirmados de covid-19 na Capital, a prefeitura implementou novamente o toque de recolher. Nesta quinta-feira (26), o Campo Grande News questionou se os leitores acreditam que a medida será suficiente para frear o avanço do vírus na cidade.

Em boletim de atualização divulgado pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), dados mostram que Campo Grande chegou aos 42.936 casos confirmados de coronavírus e 759 mortes.

Arte: Thiago Mendes
Arte: Thiago Mendes

Maioria, 85%% dos leitores acredita que apenas o toque de recolher não irá conseguir diminuir a disseminação da doença. Já 15% pensam que restrição será suficiente. Hoje, a restrição começa 0h e vai até 5h.

Parte da maioria, Ana Carolina Cáceres acredita que apenas medidas mais rigorosas vão conseguir controlar pico do coronavírus. “Enquanto não rolar uma baita multa em cima desse povo, toque de recolher rigoroso e lockdown forte mesmo, vamos continuar assim. Com hospitais lotados e cada vez mais contaminados”.

Falar apenas em controlar o horário noturno é “hipocrisia” para André Luiz Chacha. Ele explica que não faz sentido fechar os estabelecimentos e continuar sem medidas para outros locais.

Não veem problemas em manter aglomeração nos ônibus, mercados, farmácias, agências bancárias.

Já Lisangela Rosa é favorável ao aumento do horário permitido, “tem que começar cedo, tipo 21h30min com punições severas. Colocar essas gurizadas em casa, eles são os meios de contaminação na família”.

Lados opostos - Na polêmica do toque de recolher, dois grupos têm opiniões bem divergentes sobre o assunto. Enquanto os bares publicaram nota de repúdio, a Secretaria de Estado de Saúde defende período ainda maior: de 20h às 5h.

Um dos primeiros locais a se manifestar foi a boate sertaneja Valley, que publicou nota contra o toque de recolher em seu Instagram. A mensagem dizia que o setor de eventos está sendo prejudicado e julgado como único responsável pelo aumento nos casos, “Nosso repúdio e indignação às medidas tomadas!”.

Do outro lado, a Secretaria de Estado de Saúde pede aumento no horário do toque de recolher. Ao Campo Grande News, o secretário Geraldo Resende disse que a medida com horário atual não irá resolver os problemas com falta de leitos para covid-19. Mesmo cobrando alteração em reunião com a prefeitura na quarta-feira (25), nenhum parecer sobre mudança foi divulgado até o momento.

Torcendo para que o horário se mantenha, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso do Sul), Juliano Wertheimer, relatou que está trabalhando para toque de recolher não ser ainda mais restritivo.

De acordo com Juliano, o setor irá sofrer durante período da medida e horário estabelecido pelo prefeito é limite para que bares e restaurantes continuem funcionando.

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