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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

23/08/2016 14:43

Com o fim da Olimpíada, o que fica é a emoção de ter participado dela

Amanda Bogo
Ana no maracanã antes da final do futebol masculino (Foto: Reprodução/Facebook)Ana no maracanã antes da final do futebol masculino (Foto: Reprodução/Facebook)

Foram 17 dias de emoção para quem gosta de esportes e que passaram em um piscar de olhos. Com o fim dos Jogos Olímpicos Rio 2016, que teve a cerimônia de encerramento no domingo (21), o que fica é a saudade e as lembranças de ter participado do maior evento esportivo do mundo.

A preparação de Ana Maria Magalhães, 53 anos, médica em Campo Grande, começou alguns anos antes, com a divulgação de que os Jogos seriam disputados no Rio de Janeiro. Depois, a contagem regressiva para o início da competição se estendeu às redes sociais. Agora, após vivenciar dezoito dias na Capital carioca, quatro finais olímpicas e três medalhas de ouro para o Brasil, a médica divide sua experiência.

“Sonho desde menina em participar disso e conquistei a oportunidade de estar lá. As pessoas riam, trocavam abraços. Sem falar inglês fluente conversei com várias pessoas, a comunicação é diferente. O espírito olímpico é coisa única, espírito de muita união. Foi um espetáculo. O Rio de Janeiro se superou, vai ser a olimpíada que vai ficar para a história”, desabafou.

Ana esteve na cerimônia de abertura e acompanhou o vôlei de praia, vôlei de quadra, ginástica artística, atletismo e futebol masculino, e viu as medalhas de ouro no futebol e no vôlei. "Participei de quatro finais e comprei os ingressos baseada nas modalidades que mais gosto e que teria chance de medalha para o Brasil”, contou.

Ana ao lado do jogador Eder após a conquista do ouro no vôlei (Foto: Reprodução/Facebook)Ana ao lado do jogador Eder após a conquista do ouro no vôlei (Foto: Reprodução/Facebook)

Durante a Olimpíada, Ana teve a oportunidade de conhecer de perto diversos atletas que representaram o Brasil, grande maioria do vôlei de areia e de praia. “Estava no aeroporto voltando para Campo Grande e tirei uma foto com o Diego Hypolito, que tem uma história de luta e superação. Fechei com chave de ouro a tietagem”, contou com bom humor.

Após realizar o sonho, a vida da médica volta a sua rotina. “É vida que segue depois de um evento desse que você participa. Eu já vivo isso no meu dia a dia de luta, de conquista e superações. Minha vida toda foi assim, traço um paralelo do esporte com a vida”, encerrou Ana.

Viagem com a mãe e a fama de "Mick Jagger" - A acadêmica de educação física campo-grandense Laura Cecília de Souza, 21, foi ao Rio de Janeiro com a mãe acompanhar durante seis dias a Olimpíada. “Assisto desde criança e sempre fui apaixonada pelo esporte. Eu estava com 16 anos quando saiu o anúncio de que os Jogos seriam no Brasil, e desde aquele dia eu disse que iria. Então comecei a planejar a viagem”, contou.

Laura no Parque Olímpico (Foto: Reprodução/Facebook)Laura no Parque Olímpico (Foto: Reprodução/Facebook)

A emoção de estar lá e realizar o sonho ao lado da mãe, além do espírito olímpico presente na cidade, marcou Laura. “Era o sonho da minha mãe e realizar isso foi bom. Quando a Jacque do vôlei, de quem sempre fui fã, entrou em quadra, comecei a chorar igual criança. A cidade respirava Olimpíada e você via que mesmo quem não tinha tanto conhecimento de esporte foi ao Jogos para viver aquele momento. Não é só a competição, mas a vivência com várias culturas, aprender um pouco de cada coisa. Foi uma experiência diferenciada por causa do povo que estava lá, que valorizou o esporte”.

A estudante acompanhou as derrotas do Brasil no handebol e no futebol para a Suécia, e no vôlei para a China, o que lhe rendeu a fama de “pé frio”. “Meus amigos fizeram montagens e ficaram me chamando de Mick Jagger, mas eu vi a vela de longe e foi ouro (risos). Mesmo com as derrotas, foi muito importante viver isso de perto”, resumiu com bom humor.

Trabalhando com grandes ídolos - O professor Ronaldo Pockel Monteiro, 48, é técnico dos times de basquete feminino e masculino da UCBD (Universidade Católica Dom Bosco), já comandou as seleções de base do Estado e foi assistente da seleção brasileira sub-17. Na Rio 2016, ele trabalhou dentro de quadra, na Arena Carioca,  com as seleções da Sérvia, Croácia, Japão, Estados Unidos e da Nigéria.

“Eram 18 polos de trabalho, e cada dia realizava duas funções, como trabalhar com o aquecimento dos atletas, na assessoria atrás do banco, acesso de autoridades. Tive a oportunidade de trabalhar no banco de reservas do Estados Unidos na final do masculino”, explicou Ronaldo.

Atuando há 29 anos no basquete, essa foi a oportunidade para o professor acompanhar de perto grandes nomes do esporte mundial. “Foi uma experiência fantástica. Tivemos contato com os melhores jogadores e técnicos do mundo, e tivemos a oportunidade de vivenciar como é o alto nível, a atenção que o atleta recebe, como é a vida dele”.

Familiares aproveitaram para registrar trabalho de Ronaldo, que foi flagrado pela câmera que transmitia a final do basquete masculino (Foto: Arquivo Pessoal)Familiares aproveitaram para registrar trabalho de Ronaldo, que foi flagrado pela câmera que transmitia a final do basquete masculino (Foto: Arquivo Pessoal)

Para a organização, sobraram elogios. “Foi extremamente bem organizado. As pessoas tinham medo de como seria no Rio, mas eu te digo que foi incrível, inclusive os observadores de Tókyo 2020 foram para ver como estava sendo o processo de organização”.

Com tantos anos de esporte, os Jogos Olímpicos agora também fazem parte do currículo do professor.  “Nunca me imaginei vivendo dentro de uma Olimpíada, o espírito é diferente de outras coisas. Já vivenciei campeonatos mundiais, mas a olimpíada é algo diferente. Você vê atletas de alto nível que ganharam de tudo na vida chorando ao receber uma medalha de bronze. É uma experiência única”, finalizou.

 

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