Vencedores de meia maratona já projetam preparação para a São Silvestre
Prova que homenageia atleta paralímpico tem percurso com subidas e revela histórias de superação na Capital

A Meia Maratona Cidade Morena Yeltsin Jacques 2026 já tem seus vencedores. A prova que reuniu cerca de dois mil atletas na manhã deste domingo (12), em Campo Grande, teve como primeiro colocado nos 21 km masculino o balanceiro Jackson Marlon, de 35 anos, e a professora Adriely Barbosa, de 37 anos.
RESUMO
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A Meia Maratona Cidade Morena Yeltsin Jacques 2026 reuniu cerca de dois mil atletas em Campo Grande neste domingo (12). Jackson Marlon, de 35 anos, venceu os 21 km masculinos em 1h19, enquanto Adriely Barbosa, de 37 anos, foi a primeira no feminino, com 1h32. Os campeões garantiram vaga na Corrida Internacional de São Silvestre, em 31 de dezembro, em São Paulo, com transporte e hospedagem incluídos.
O evento contou também com a prova de cinco km, e a largada para os percursos começou a partir das 5h35, na Esplanada Ferroviária. O percurso percorreu a região Centro-Sul da Capital, passando por pontos como Maria Fumaça, Relógio da Calógeras, Lago do Amor, Praça do Preto Velho, Rua 14 de Julho e Estádio Morenão.
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Os atletas consideraram o percurso desafiador, com muitas subidas e trechos de vento, o que exigiu resistência dos corredores. Apesar das dificuldades, atletas destacaram o clima de superação e a importância da prova, que homenageia o atleta paralímpico Yeltsin Jacques.
Os vencedores da meia maratona (21 km) no masculino e feminino garantiram, além de outros prêmios, vaga na Corrida Internacional de São Silvestre, que ocorre no dia 31 de dezembro, em São Paulo. A premiação inclui ainda transporte, hospedagem e alimentação para a participação na prova.

Morador de Rochedo, Jackson completou o percurso em 1h19, cruzando a linha de chegada às 6h53. Ele contou que começou a correr por saúde, mas passou a levar o esporte mais a sério ao perceber evolução. “Eu comecei por saúde, vi que tinha potencial e comecei a treinar com mais frequência. O percurso foi bem variado, com bastante subida e descida, e o vento atrapalhou um pouco”, relatou. Sobre a vitória, comemorou: “Fiquei feliz em ter sido o primeiro, a gente se empenha para isso. Agora vou começar a me preparar”.
Já Adriely, professora, concluiu a prova em 1h32, chegando por volta das 7h12. Corredora há cinco anos, ela destacou a transformação proporcionada pelo esporte. “Eu era um pouco acima do peso, entrei no mundo da depressão e a corrida me tirou de lá. Comecei caminhando e fui evoluindo”, disse. Segundo ela, a prova exigiu esforço extra. “O percurso foi desafiador, com muita subida”. Com a vaga garantida, ela já projeta o próximo desafio: “Com certeza vou para a São Silvestre. Até lá tenho algumas provas-alvo, depois foco total”.
Além dos vencedores, a prova reuniu histórias de superação. O engenheiro agrônomo Claudemir Azevedo, 32 anos, emocionou-se ao cruzar a linha de chegada, ajoelhando-se e beijando um terço e uma pulseira de Nossa Senhora. “Comecei a correr depois de uma fase ruim, uma depressão leve. A corrida ajudou a ocupar a cabeça e deu certo. Sempre peço saúde e força”, afirmou.

A professora Nayara Vieira, 30 anos, completou sua primeira meia maratona e classificou o percurso como exigente. “Corro há um ano, comecei em grupo. O trajeto foi gostoso, mas bem desafiador, com muita subida. Sofri bastante, fiz muita força”, contou.
Veterano nas corridas, o pintor Dercy Gonçalves, 69 anos, pratica a modalidade há 25 anos e destacou os benefícios à saúde. “Eu jogava futebol, quebrei a perna e parei. Fui assistir uma corrida e decidi começar. Nunca mais parei. Melhorou tudo: pressão, triglicerídeo, peso”, disse. Sobre a prova, reforçou a dificuldade. “Foi puxado, principalmente no trecho do Morenão, que é longo e com subida”.
O idealizador da competição, atleta paralímpico Yeltsin Jacques, comentou que a ideia era justamente que o percurso da prova mostrasse mais do centro de Campo Grande, cidade onde ele nasceu e cresceu.
"É uma prova única, muito bonita, o percurso todo mundo elogia muito, é muito diferente. Um percurso duro, acho que a única parte que o pessoal reclama é que é duro, tem muita subida, não é fácil, mas ele mostra como é correr em Campo Grande, quando eu dei os meus primeiros passos", destaca.

Além da inscrição para a São Silvestre, os participantes concorreram a prêmios como smart TV de 55 polegadas, bicicleta, relógios Garmin e outros brindes. A competição também contou com categorias por faixa etária e divisões PcD (pessoas com deficiência), seguindo normas do Comitê Paralímpico Brasileiro.
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