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17/12/2014 06:00

Antes de aposentadoria ser anulada, deputado chorou com indicação

Edivaldo Bitencourt

Estranho – O governador André Puccinelli (PMDB) rebateu, ontem, as críticas feitas na segunda-feira (15) pelo sucessor, Reinaldo Azambuja (PSDB). Ele disse que não entendeu as críticas e até alfinetou ao ressaltar que a ferrovia é competência do Governo federal.

Nem ai – Puccinelli destacou que não se sente atingido pelas críticas disparadas pela oposição. Ele frisou, durante evento na Governadoria, que está alegre e de bem com a vida. Também se defendeu das acusações de que estaria mais nervoso no encerramento do mandato.

Sem volta – O peemedebista destacou que não planeja mais voltar para a vida pública após deixar o governo. Deputado estadual, deputado federal, prefeito da Capital e governador do Estado por dois mandatos, André Puccinelli ressaltou que não tem mais para que voltar à vida política.

Sem chance – O governador não pretende disputar nenhum outro cargo eletivo. Neste caso, descarta aceitar a pressão dos aliados para ser candidato a prefeito da Capital em 2016. Ele disse que os apadrinhados devem seguir voo solo a partir de agora.

Renovar – Puccinelli voltou a frisar que a meta, a partir de 2015, é cuidar dos netos. “É hora de renovar”, ressaltou. Ele afirmou que a imprensa está exagerando ao dar importância a sua presença na chapa para alavancar o PMDB em eleições futuras.

Nova aliada – A advogada Jaqueline Romero Hidelbrand ganhou um cargo na administração municipal. Ex-aliada de Alcides Bernal (PP), ela foi nomeada para integrar a Secretaria Municipal de Governo. Agora, a ex-secretária da Mulher é a nova defensora de Gilmar Olarte (PP).

Polêmica sem fim – A aposentadoria do conselheiro José Ricardo Cabral ainda vai dar muito pano para manga. O Tribunal de Contas do Estado afirmou e reafirmou que o ato foi ilegal e não há vaga aberta.

Emoção – Ao ser indicado para assumir a vaga de Cabral, o deputado estadual Antonio Carlos Arroyo (PR) foi as lágrimas durante sessão na Assembleia Legislativa. No entanto, a emoção, o ápice de um processo iniciado quando o deputado desistiu da reeleição, ocorreu antes do ato ser considerado nulo pelo TCE.

Justiça – A guerra pela indicação do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado pode parar na Justiça. Já houve polêmica quando o ex-secretário estadual de Segurança Pública, Franklin Masruha, foi indicado para o cargo. Ele deixou a vaga para o atual titular, José Ricardo Pereira Cabral.

Mais tempo – Com a suspensão da eleição pela Justiça, o atual presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Geraldo Alves Gonçalves, ganhará mais tempo na função. Amanhã, a entidade faz assembleia geral para prorrogar o mandato até o fim do impasse criado pela oposição.

(colaboraram Leonardo Rocha, Michel Faustino e Aline dos Santos)

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