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Campo Grande está a caminho do lockdown, diz prefeito

Por Marta Ferreira | 13/07/2020 06:00
Guarda Civil Metropolitana durante fiscalização ao toque de recolher em Campo Grande. (Foto: Divulgação)
Guarda Civil Metropolitana durante fiscalização ao toque de recolher em Campo Grande. (Foto: Divulgação)

Avaliando – A adoção do lockdown, medida que impede a saída de casa de quem não é considerado profissional essencial, está em análise pela prefeitura de Campo Grande, com o acompanhamento permanente dos novos registros de mortes e casos por covid-19. É o que tem dito o prefeito, Marquinhos Trad, e também o procurador-geral do Município, Alexandre Ávalo.

A caminho – No sábado, durante a transmissão ao vivo sobre o tema, o prefeito disse que ainda não há conclusão nesse sentido, mas deu uma espécie de pito misturado a alerta. Disse que pela maneira crescente do avanço da doença e pela ausência de preocupação de parte importante da população com isso, “caminha-se, para uma conclusão de consequência lockdown”.

Paradoxo – Para o prefeito, está havendo comportamento irresponsável “daqueles que dizem que amam Campo Grande, sustentando a violação dos decretos”. Citou como exemplo quem desdenha a capacidade de proteção da máscara.

Apelo – Mais uma vez, o prefeito pediu às pessoas para colaborar.  “Por amor a sua vida, por amor a nossa cidade, use a máscara”.

Aprenda – O mandatário alertou, ainda, que não basta estar com o item no rosto. É preciso usar da forma correta.  “Não é debaixo do queixo, apenas na boca”, ensinou. “São vias respiratórias, tanto nariz quanto a boca, que precisam estar protegidas”.

Destaque - O campo-grandense Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da saúde de Jair Bolsonaro, foi entrevistado na edição da revista Veja neste fim de semana. Voltou a carregar nas críticas à condução do combate à pandemia de novo coronavírus.

Jogaram a toalha - Nas palavras do médico transcritas pela veja, existe um clima de "já ganhou" para a pandemia. "Alguns governos desistiram de salvar vidas", resumiu.

Pessoa errada – A Justiça foi ao lugar equivocado para intimar o parente de uma das vítimas do “Pedreiro Assassino”, serial killer descoberto no mês de maio em Campo Grande. O mandado, em vez de ir para a casa de Timótio Pontes Roman, morto aos 62 anos, foi justamente para a residência da irmã do réu, Cleber de Souza Carvalho, 43 anos.

Correção – Segundo consta do processo por homicídio doloso, a indicação errada foi feita pelo Ministério Público. Diante da devolução do mandado, foi providenciada a correção, para nova saída do oficial de justiça para o cumprimento da ordem.

Bem longe – O ofício para o depoimento, que envolve primo da vítima, foi parar na casa da irmã de Cleber na Vila Nasser, região onde atuava o “Pedreiro Assassino”, assassino confesso de 7 pessoas. O lugar certo era no Aero Rancho, em outra ponta de Campo Grande.