Deputado limpa conta de assessor, mas diz: "Aff, te dou"
Conta negativa - O uso da conta bancária de Marco Aurélio Horta, ex-servidor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e ex-assessor do deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PSDB), gerou uma dor de cabeça para o primeiro: saldo negativo na conta corrente. O parlamentar deveria usar o cartão de Marco Aurélio somente na função crédito, mas não foi o que aconteceu. “Deixou minha conta negativa”, cobra o então funcionário.
Pago - "Aff, te dou", diz Neno, que se justifica em mensagem de áudio ao assessor: “eu não tô entendendo isso ai”. Afirma que entregou cartão para outra pessoa pedindo que fosse usado apenas no crédito. “Não foi quando tava comigo”, afirmou o deputado, ao que Marco Aurélio mostra os débitos. "Aff, te dou", afirmou Neno.
Operação - A conversa aparece no contexto da Operação Successione, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), em denúncia feita à Justiça Estadual. O deputado, junto com o pai, Roberto Razuk, e os irmãos Jorge e Rafael Razuk, são apontados como líderes de organização criminosa armada para dominar o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. Marco Aurélio seria um dos operadores financeiros do esquema que movimentava R$ 600 mil todos os meses.
Ops - A IA (inteligência artificial) está presente no cotidiano de muitos trabalhadores e dificilmente alguém não recorreu à ferramenta para dar melhorada no resultado final. Até para registrar boletim de ocorrência o escrivão faz os ajustes, mas, no caso de flagrante do dia 2 de janeiro, deixou passar a sugestão dada no documento.
Direto e reto - No boletim sobre lesão corporal dolosa, ocorrido na Mata do Jacinto, a IA oferece: “Posso incluir essa informação, mas com redação técnica e resguardada, deixando claro que se trata de relato de comunicante (sem afirmar como fato comprovado)”. O texto relata a agressão de filho, usuário de drogas, contra o pai. Ficou objetivo e claro.
Eso no es verdad - O ataque americano à Venezuela assustou os imigrantes que estão em Campo Grande, à espera de notícia dos familiares e amigos que ficaram naquele País. Pelo WhatsApp, receberam imagens de corpos destroçados de militares e carros queimados. Como sempre acontece, as fakes news circulam: uma delas é imagem de um soldado com a cabeça dilacerada. Esse caso, no entanto, aconteceu em maio de 2025, sendo resultado de tiro disparado acidentalmente por companheiro de farda.
Uhn? - O ataque, aliás, foi a notícia do fim de semana, mas passou batido para alguns parlamentares da bancada federal. Os deputados federais Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PSDB), Geraldo Resende (PSDB) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos) nem tomaram conhecimento do ocorrido. Em alguns casos, a última publicação nas redes sociais foi um “Feliz Ano Novo”.
Abstração – Na esfera estadual, teve quem preferisse não entrar em polêmicas. O deputado Junior Mocchi (MDB) deu receita de suco de mamão com aveia e banana. Já o colega, Paulo Duarte (PSB), postou a corrida tradicional no Parque dos Poderes. “Muda o ano,mas o pique tem que continuar”.
Protesto - No domingo, os venezuelanos que moram em Campo Grande fizeram manifestação em prol do ataque a Caracas e prisão do presidente, Nicolás Maduro. Os imigrantes foram favoráveis à ação e esperam voltar para casa. Enquanto isso, na Praça do Rádio Clube, entoavam o hino nacional: "Gloria ao bravo pueblo/Que el yugo lanzó/La ley respetando/La virtud y honor)
Talk show – Keilla Trad, esposa do senador Nelsinho Trad (PSD) lançou um “quadro” no Instagram, intitulado “Esposa pergunta, senador responde”. No primeiro episódio, perguntou ao entrevistado/marido, qual a ligação do Parlasul (Parlamento do Mercosul), e a Rota Bioceânica. Trad discorre sobre a importância econômica, envolvendo agronegócio e a conexão com Paraguai e Brasil. No fim, Keilla avisa: “a minha dúvida pode ser a sua”.


