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Jogo Aberto

Fora do governo, ex-secretário revela frustrações

Por Gabriel Neris, Kamila Alcântara e Izabela Cavalcanti | 13/04/2026 06:00

Um cargo e duas frustrações – Depois de 11 anos e 90 dias fazendo parte do governo do Estado, Jaime Verruck fez as malas e levou junto duas frustrações. A primeira que segue sem solução é a UFN-3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3), em Três Lagoas. “Todos os anos nós trabalhamos para que conseguíssemos a UFN-3. Nesse momento, isso está pronto na Petrobras, está com as empresas selecionadas. Hoje depende de uma assinatura da Petrobras”, contou.

Dependência – De olho no cenário internacional, o ex-secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) reforça o discurso de que a unidade é estratégica para o Brasil deixar de ser dependente. “E eu fiquei olhando para o cenário internacional, o quanto que é importante a UFN-3 para reduzir a dependência de fertilizantes do Brasil. Então, ela tem um cunho estratégico hoje”, completou.

Trilho parado – A segunda frustração vem sobre trilhos: a ferrovia Malha Oeste que impacta Três Lagoas. O governo federal finalizou os estudos do projeto e a previsão é de que a licitação aconteça em novembro. Agora, a expectativa é simples: que apareçam interessados. Mesmo fora do governo, Verruck segue no modo esperançoso, pensando grande e desejando que “pelo menos até o final do ano esses dois grandes sonhos do sul-mato-grossenses e três-lagoenses se realizem”.

Na política – Conhecido pelo perfil executivo, Verruck diz que sempre ouviu sugestões para voos maiores, como prefeito, governador... Mas decidiu começar “pela base”, tentando uma vaga na Câmara Federal. Ele deixou o Governo do Estado no dia 1° de abril, com o objetivo de ser pré-candidato. Para isso, Verruck se filiou ao Republicanos. Nacionalmente, ele quer mostrar o que Mato Grosso do Sul já fez e faz, como por exemplo, a diversificação da produção e a segurança jurídica que o Estado oferece.

Sigiloso – Com contrato de R$ 1,46 milhão firmado sem licitação, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) oficializou a contratação da empresa Federal Tecnologia Desenvolvimento de Software Ltda (com sede em Florianópolis (SC), mas um ponto chama atenção: o objeto do serviço está classificado como sigiloso. A justificativa segue o que prevê a lei ao apontar inviabilidade de competição por se tratar de tecnologia exclusiva, comum em contratações técnicas. Ainda assim, a falta de detalhes públicos levanta curiosidade sobre o que exatamente está sendo contratado. A empresa, com atuação em segurança da informação, tem histórico na área de proteção de dados e sistemas, o que indica que o serviço pode estar ligado a esse tipo de solução, embora sem confirmação oficial.

Mundo afora – Secretário de Segurança de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, foi experimentar a primavera estadunidense esta semana. Videira foi chamado para falar em um evento chique promovido por Universidade Harvard e Massachusetts Institute of Technology. No meio de nomes de peso, como ministro, deputado e até gente do Banco Central, ele entra na roda para discutir segurança pública e, claro, puxar o assunto que MS conhece bem: o combate ao crime nas regiões de fronteira com Bolívia e Paraguai. É basicamente Mato Grosso do Sul virando pauta internacional, com direito a plateia de acadêmicos, políticos e curiosos tentando entender como o Estado lida com um problema que não é pequeno.

Doa a quem doer – O deputado federal Vander Loubet (PT) adotou um discurso de cautela e defesa de investigação no caso do Banco Master. Disse que qualquer irregularidade precisa ser apurada “doa a quem doer”, inclusive dentro do próprio campo, mas apontou que, até agora, os indícios aparecem mais ligados à direita e à extrema-direita. Para ele, o caso ainda vai render desdobramentos e exige atuação firme de órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e Banco Central para chegar a quem se beneficiou do esquema.

Dorcelina presente – O retrato de Dorcelina Folador, então prefeita de Mundo Novo, chamou atenção durante reunião do PT no sábado. O encontro discutia estratégias para a campanha, mas o quadro da ativista Sem Terra acabou se destacando no ambiente, principalmente dentro de uma caixa de legumes. Dorcelina, então com 36 anos, foi morta a tiros em 1999, em um crime que teve como mandante um integrante da própria gestão municipal, segundo as investigações da época. O caso marcou a política sul-mato-grossense. Além dela, outro símbolo valorizado por essa linha ideológica também apareceu: Paulo Freire, com a exposição do livro Pedagogia do Oprimido.

Gosto duvidoso – O senador Nelsinho Trad (PSD) aproveitou o nascimento da filha do prefeito de Antônio João, Marcelo Pé, para anunciar a emenda de R$ 1 milhão destinado ao asfalto do município. Na publicação, o senador ainda lembrou do personagem Cabrito Tevez, interpretado pelo ator Alexandre Porpetone, que ficou marcado pela frase “segura la niña”.

De bota em campo – A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), calçou as botas para entrar em campo. A chefe do Poder Executivo acompanhou de perto no sábado a abertura de torneio amador entre municípios no estádio das Moreninhas ao lado do marido, o deputado estadual Lídio Lopes. Lá, Adriane recebeu das mãos do presidente da Federação de Futebol, Estevão Petrallás, um caderno de melhorias apontadas na praça esportiva.