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Prefeito causa revolta ao cancelar folga de fim de ano

Por Adriel Mattos e Nyelder Rodrigues | 19/11/2021 06:00
Vereadores tentaram demover prefeito (ao centro, de camisa branca), mas não houve acordo. (Foto: Reprodução/Facebook)
Vereadores tentaram demover prefeito (ao centro, de camisa branca), mas não houve acordo. (Foto: Reprodução/Facebook)

Sem recesso – O prefeito de Ribas do Rio Pardo, João Alfredo Danieze (PSOL), provocou a ira de servidores e vereadores ao cancelar o tradicional recesso de fim de ano. Funcionários públicos que quiserem a folga terão que compensar.

Nem podia – Ao assinar o decreto, Danieze justificou que o Estatuto do Servidor Municipal não prevê férias coletivas. Caso o trabalhador deseje folgar na semana de Natal ou de Ano Novo, precisará compensar 36 horas, trabalhando pelo menos meia hora antes ou depois da folga.

Vai descontar – Assim, cada órgão deverá operar com pelo menos metade do efetivo. O servidor que não compensar as horas até 31 de janeiro de 2022, terá desconto no salário de fevereiro.

Não gostei – A vereadora Edervânia Malta (DEM) questionou a mudança. “Na verdade, o recesso existe e está no decreto, mas é opcional. O servidor pode optar por trabalhar ou não”, escreveu no Facebook.

Mas nós gostamos – Por outro lado, cidadãos aprovaram a medida. “A atitude do prefeito está corretíssima, eu trabalho numa empresa privada e também vou trabalhar na véspera de Natal e Ano Novo”, comentou Evanildo Franklin no post de Edervânia.

Vem aí – O deputado estadual Lucas de Lima quer homenagear os influenciadores digitais do Estado. Ele pediu a reserva do plenário da Assembleia Legislativa para 6 de dezembro.

Pesado – Em discurso no espaço de palavra livre da Câmara Municipal, ontem (18), o vereador Marcos Tabosa (PDT) foi duro nas críticas ao prefeito Marquinhos Trad (PSD), chegando a chamar o chefe do Executivo campo-grandense de “peraltinha” e “malandrinho” por causa de intervenções em prédios recém-inaugurados.

De onde veio? – Tabosa reclamou que a unidade de saúde do Bairro Sírio Libanês, inaugurada em maio de 2017, precisou passar por uma pequena reforma com apenas quatro anos de funcionamento, e cobrou de onde saiu o dinheiro - reportagem do Campo Grande News na data revela que veio do fundo de manutenção da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

Teve mais – Ele ainda cobrou revitalizações em outras unidades, como a do Nova Esperança e do Jockey Club, que segundo ele, são “um lixo” - na mesma reportagem do Campo Grande News, é revelado plano de reforma dessas e outras unidades. Outra providência cobrada foi a solução das goteiras do recém-reformado Ginásio Poliesportivo Avelino dos Reis (Guanandizão).

Tropa de choque – Após a fala de Tabosa, vereadores que apoiam Marquinhos Trad logo foram defender o prefeito, entre eles, os peessedistas Delei Pinheiro, Beto Avelar e Valdir Gomes. “São palavras mesquinhas soltas nessa tribuna, falando besteiras. Tribuna não é lugar de brincadeira”, frisou Otávio Trad, aliado e sobrinho do prefeito.

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