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“Xadrez” da reforma no governo só termina com anúncio oficial

Anahi Zurutuza e Gabriela Couto | 22/02/2021 06:00

Xadrez - Até a batida de martelo do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) sobre quem fica e quem sai do comando das secretarias e autarquias estaduais, a partida de xadrez está sendo jogada. O chefe do Executivo estadual marcou o anúncio oficial das mudanças para às 7h45 de hoje. Até pouco antes desse horário, contudo, ainda rolam os dados.

Balcão de apostas – Neste domingo, o balcão de apostas sobre quem ganha importância ou cargo no governo também não parou. Apenas dois nomes estão certos. Como antecipou o Campo Grande News, Eduardo Riedel vai para a Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura) e Sérgio Murilo, presidente do Podemos no Estado, assume o lugar do braço direito do governador na Segov (Secretaria Estadual de Governo e Gestão Estratégica).

Contracheque – Reinaldo Azambuja está entre os três governadores do Brasil que têm os melhores salários. Segundo apurou Lauro Jardim, colunista da Folha de S. Paulo, Acre, Sergipe e Mato Grosso do Sul pagam R$ 35,4 mil mensais aos chefes dos respectivos Executivos estaduais.

Menor salário – Pernambuco é a unidade de faderação que paga o menor salário, R$ 9,6 mil. À frente do estado mais rico do país, João Doria ocupa a 17ª posição com R$ 23 mil, também informou a coluna.

Capacitação – Depois de anunciar mudanças na gestão, mas manter o primeiro escalão como já estava em seu primeiro mandato, o prefeito Marquinhos Trad (PSD), comprou curso para os secretários.

Para gestores - O tema da capacitação é “Governança Pública, Compliance, Sistemas de Controle, Dados Abertos e Combate à Corrupção”.

Marielle, presente! – Além da deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ), que usou camiseta para lembrar o assassinato da vereadora Marielle Franco durante a votação sobre a manutenção da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), Fábio Trad também fez questão de citar a execução.

Apelou – Para o deputado federal por Mato Grosso do Sul, Silveira usou tom emocional “numa estratégia para sensibilizar os colegas” e apelou falando sobre sua família. “Mas aí eu lhe pergunto: será que o deputado pensou na família da Marielle Franco, quando ele quebra a placa? Será que o deputado pensou na família do cidadão Fachin (não do ministro, mas do cidadão que é pai, esposo)? O deputado não pensou”, afirmou Fábio Trad ao votar.

Limite – Para a senadora Simone Tebet, o caso Daniel Silveira alerta para os limites da imunidade parlamentar. “Não é só um direito, é um dever, no sentido de eu poder, para defender o povo, a sociedade, o estado de Mato Grosso do Sul, ter liberdade de expressão, gestos e palavras. Se eu usar a imunidade parlamentar para cometer crime ou para me defender na minha vida privada, ela não tem sentido e não é essa razão do que consta na Constituição”.

Histórico – A senadora Simone Tebet classificou como histórica a decisão da Câmara dos Deputados de manter a prisão do deputado. “Estamos falando de um deputado que alegou que tinha imunidade e tinha o direito de dizer o que bem entendesse sobre quem quer que fosse. Ele não só usou o direito de expressão, que todos têm, ele imputou crimes a ministros do Supremo, fez ameaças, atentou contra a democracia, falou em retorno do AI-5, estimulou a violência”, lamentou.

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