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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2020

06/01/2020 06:50

Com fotos, Antonio mantém avô vivo e apresenta o mundo através da fotografia

Ele ganhou sua primeira máquina fotográfica na infância e fez o presente ajudar escolher a profissão que hoje é sua paixão

Alana Portela
Passeio de barco pelo rio Hozugawa em Arashiyama próximo a Kyoto, no Japão  (Foto: Antonio Arguello)Passeio de barco pelo rio Hozugawa em Arashiyama próximo a Kyoto, no Japão (Foto: Antonio Arguello)

Foi através da fotografia que Antonio Graciliano Arguello Neto encontrou uma maneira de dar continuidade ao trabalho do avô, Odemil Souto Ramão, que era fotógrafo e partiu quando o neto ainda era um garoto.

“Ele morava em São Paulo, tínhamos pouco contato, mas teve uma vez que veio nos visitar me deu uma câmera presente. Na época, me explicou algumas técnicas para usar o aparelho, fiz algumas fotos e isso virou meu hobby”, conta.

Das poucas lembranças que guarda do avô, o neto comenta que adorava sua presença. “Sempre foi carinhoso, a gente conversava sobre fotografia. Costumava ficar em casa com a gente e acho que, de certa forma, fotografar é uma maneira dar continuidade ao trabalho dele”, diz.

Por muito tempo, o neto aproveitou os momentos de inspiração para fotografar tudo que achava interessante em seu caminho. Conforme crescia, precisava focar nos estudos para ter um futuro melhor e a máquina foi deixada de lado por alguns anos. “A fotografia foi se perdendo, mas em 2006, quando estava cursando Ciências Aeronáuticas em Curitiba, vi uns sites que mostravam fotos de aviões”.

O casal, Antonio Graciliano Arguello Neto e Lisiane Suemi Ekamoto posando para foto ao lado do rio Hozugawa, em Arashiyama próximo a Kyoto (Foto: Antonio Arguello)O casal, Antonio Graciliano Arguello Neto e Lisiane Suemi Ekamoto posando para foto ao lado do rio Hozugawa, em Arashiyama próximo a Kyoto (Foto: Antonio Arguello)

As imagens despertaram novamente a inspiração que estava adormecida dentro do fotógrafo, até que então ele resolveu registrar os aviões. “Em 2009 comecei a fotografar profissionalmente, mas as fotos geralmente eram em festas, baladas porque seriam publicadas num site”, lembra.

Tempo depois, Antonio resolveu voltar para Campo Grande, quando decidiu dar continuidade a profissão e aproveitou o momento para fazer um curso de fotografia e assim, ampliar seus conhecimentos. “Fui para São Paulo, onde estudei sobre fotografia aplicada e isso foi bom porque sempre fui muito técnico. A partir daí, consegui um trabalho de fotógrafo num cruzeiro e fiquei no navio por sete meses”.

Ele embarcou em mais uma jornada por conhecimento e navegando pelo oceano, ficou encantando com as belezas naturais e resolveu fotografar para apresentar aquele mundo aos familiares que ainda não conheciam. “O cruzeiro era no Caribe, passamos por Miami e depois cruzamos o oceano atlântico”.

Foi um período que não poupou esforços para conseguir uma bela imagem e trabalhava até 16h por dia. “As visitas aos locais eram rápidas, não tínhamos tempo para sair muito. Vi um pouco da Europa, porém gostaria de ter conhecido mais”.

Kinkaku-ji, templo do pavilhão dourado em Kyoto, no Japão (Foto: Antonio Arguello)Kinkaku-ji, templo do pavilhão dourado em Kyoto, no Japão (Foto: Antonio Arguello)
Trem da linha cênica de Sagano passando pelo trilho acima do rio Hozugawa, no Japão  (Foto: Antonio Arguello)Trem da linha cênica de Sagano passando pelo trilho acima do rio Hozugawa, no Japão (Foto: Antonio Arguello)
Vista do Monte Fuji do lago Kawaguchiko também no Japão (Foto: Antonio Arguello)Vista do Monte Fuji do lago Kawaguchiko também no Japão (Foto: Antonio Arguello)

Em outubro de 2018, ele e a namorada, Lisiane Suemi Ekamoto, realizaram o sonho de conhecer o Japão e a emoção foi tanta que Antonio fez questão de registrar os momentos importantes e publicar nas redes sociais, para que os seguidores pudessem sentir a alegria que sentiu ao ver um país novo.

Entre os registros, está uma foto que mostra um barco navegando num rio, com uma ponte e montanhas atrás. “Quis mostrar a grandeza do local, as montanhas são muito altas, nunca tinha visto isso no Brasil”, comenta.

A viagem durou 20 dias e já estava nos planos do casal desde que se conheceram. “Estamos juntos há pouco mais de três anos, falávamos sobre isso, mas há foi um ano se planejando. Conseguimos nos virar por lá, porque como sempre gostei do país aprendi a falar um pouco de japonês e as pessoas nos ajudavam”.

No outro lado do mundo, além da beleza do país, Antonio afirma que a educação e respeito dos moradores também chamou atenção. “Eles fazem o que a gente aprende quando criança, mas não pratica. Sabem aguardar a vez deles, entram na fila, realmente respeitam os mais velhos”.

Hoje, aos 31 anos e de volta ao Brasil, ele continua capturando os momentos mais singelos que muitos não observam o quanto é encantador. “Faço fotos da natureza, do céu que sempre me fascinou. Também vou a eventos, aniversário, etc”, conclui.

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Antonio ao lado da namorada, Lisiane em frente a estação de Tóquio (Foto: Antonio Arguello)Antonio ao lado da namorada, Lisiane em frente a estação de Tóquio (Foto: Antonio Arguello)

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