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Campo Grande, Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

02/10/2019 11:04

Durante 12 anos Douglas monitorou Fusca para recuperar xodó da família

Quando carro foi colocado à venda, policial teve chance de levar para casa o carro que marcou a infância

Thailla Torres
Depois de filho recuperar carro, pai de Douglas fez questão de dar um volta no Fusca. Depois de filho recuperar carro, pai de Douglas fez questão de dar um volta no Fusca.

Por 12 anos o policial militar Douglas Oliveira dos Santos acompanhou quem era o proprietário de um Fusca 1986, que no passado, pertenceu ao seu pai e foi o maior xodó da família. Nesta semana, duas décadas depois do veículo ter sido vendido para uma família campo-grandense, ele conseguiu recuperar o veículo.

Quem ficou surpresa com a coincidência foi a economista Daniela Hernandes, de 29 anos, que era dona do veículo até ontem, antes de oficializar a transação bancária e transferência do carro para Douglas.

Ela conta que durante anos, desde 1998, o carro fez parte da história da família. “Meu pai comprou o carro para trabalhar e usar nas viagens em família. Foram muitos momentos só com o Fusca. Depois de um tempo ele adquiriu outro carro e o Fusco virou o segundo carro. As filhas cresceram, foram fazer faculdade e eu acabei ficando com o carro”, lembra.

 

Daniela vendeu o carro nesta semana. (Foto: Marina Pacheco)Daniela vendeu o carro nesta semana. (Foto: Marina Pacheco)
Douglas é o novo dono do veículo. (Foto: Marina Pacheco)Douglas é o novo dono do veículo. (Foto: Marina Pacheco)
Família de Daniela no Fusca. (Foto: Arquivo Pessoal)Família de Daniela no Fusca. (Foto: Arquivo Pessoal)
Família de Douglas no Fusca. (Foto: Arquivo Pessoal)Família de Douglas no Fusca. (Foto: Arquivo Pessoal)

A aprovação do companheiro de Daniela em um concurso de São Gabriel do Cacheira, no Amazonas, exigiu do casal a mudança e, por isso, decidiu vender o veículo. “Ficaria inviável leva-lo para tão longe, então, decidimos vender”, explica.

O anúncio pela internet despertou o interesse em algumas. Mas lá em Aquidauana, cidade a 135 quilômetros de Campo Grande, onde mora Douglas, a oferta fez o coração bater mais forte. “Eu vinha monitorando este Fusca, sempre no nome da mesma pessoa, mas nunca tive a oportunidade de fazer uma proposta”.

Ao ver o preço e reconhecer a placa do veículo, Douglas não teve dúvidas. Sentiu que era o momento certo para recuperar o carro. “Mas quando eu liguei ela disse que havia vendido. Cheguei a pedir para que ela passasse meu telefone para o novo proprietário para que eu pudesse fazer uma proposta”.

No dia seguinte, Daniela entrou em contato novamente com Douglas dizendo que o comprador havia desistido. “Na hora eu falei que o Fusca era meu e iria para Campo Grande fechar negócio com ela”.

Para os dois o Fusca era importante. “Na minha família ele sempre foi essencial. Garantiu muitas viagens, momentos inesquecíveis e também aventuras. Já ficamos muito na beira de estrada com ele. Mesmo assim sempre foi amado por nós”, lembra Daniela, feliz em saber que agora o carro continuará em boas mãos.

Fusca 1986. (Foto: Marina Pacheco)Fusca 1986. (Foto: Marina Pacheco)
Douglas ao lado da esposa e as filhas. (Foto: Arquivo Pessoal)Douglas ao lado da esposa e as filhas. (Foto: Arquivo Pessoal)

Douglas lembra com detalhes da infância e das travessuras no Fusca apelidado de “Branquinho”. “Na época eu tinha uns 5 anos, meu irmão 8 e minha irmã 2, crescemos dentro desse carro. Meu pai jogava muito futebol quase todos os fins de semana, era nele que íamos para os campos. Eu adorava andar no chiqueirinho do fusquinha”.

Depois de levar o Fusca para casa, o pai de Douglas entrou novamente no carro e se emocionou. “Agora o Fusca vai ficar comigo, quero passar para as minhas filhas e, no futuro, se elas pensarem em vender, a decisão é delas. Mas, por enquanto, o Fusca fica comigo. Ele vai ser o meu carrinho”, diz o policial.

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