Lutando contra leucemia, Léo teve surpresa dos amigos da escola
Para matar a saudade, professora e toda a classe foram até a casa do menino para homenagem cheia de afeto
Sem poder frequentar a escola por causa do tratamento contra a leucemia, o pequeno Léo Lima Rodrigues, de 4 anos, ganhou um presente que aqueceu o coração em meio à rotina difícil de quimioterapia. De surpresa, os colegas e a professora fizeram uma visita e foram até a frente da casa dele em um ônibus escolar para matar a saudade.
Seguindo todas as recomendações médicas, Léo assistiu ao encontro de máscara e sem contato próximo, já que a imunidade baixa exige cuidados rigorosos. Mesmo à distância, o momento foi suficiente para fazer o menino se sentir acolhido e, por alguns minutos, de volta ao universo que tanto ama.
Segundo a mãe, Samata Lima, de 29 anos, a saudade da escola era uma das maiores reclamações do filho durante o tratamento. “Ele ama a escola, fala dos amiguinhos todos os dias. Pedia muito para vê-los”, conta.
A surpresa aconteceu na última semana e foi organizada com apoio da professora Roberta, depois que Samata pediu alguma forma de aproximar o filho dos colegas sem colocar sua saúde em risco. “Ele ficou ansioso o tempo todo. Depois achou que sempre que sentisse saudade, os amigos passariam lá de novo”, relembra a mãe.
O vídeo do reencontro foi compartilhado nas redes sociais e emocionou milhares de pessoas, comovidas com a força do menino e o carinho dos colegas.
A história de Léo contra a leucemia começou de forma inesperada. Moradora de Paraíso das Águas, Samata percebeu que o filho, sempre ativo e brincalhão, começou a aparecer com hematomas frequentes. Inicialmente, por ser uma criança agitada, os sinais pareciam consequência natural das brincadeiras.
Mas a escola alertou sobre a frequência das marcas, o que levou a família a investigar. Após exames de sangue, veio o medo que Samata já conhecia. Ela perdeu a mãe para a leucemia e, ao ver as alterações nas plaquetas do filho, temeu o pior.
Pouco depois, um sangramento no nariz levou Léo a atendimento emergencial. Transferido para Campo Grande, o diagnóstico de leucemia foi confirmado. “Meu mundo desabou. Era a mesma doença da minha mãe”, lembra.
Na primeira fase do tratamento, Léo enfrentou 33 sessões de quimioterapia e respondeu de forma surpreendente. Já no primeiro mês, a doença entrou em remissão. “Ele zerou muito rápido. Foi nossa grande vitória”, diz Samata.

Durante um ano, a família viveu o alívio da recuperação, até que novos hematomas reacenderam o pesadelo. Em março deste ano, exames confirmaram a recaída.
Mais uma vez, Léo precisou reiniciar a batalha. Foram novas sessões de quimioterapia, internações e incertezas sobre os próximos passos, incluindo a possibilidade de transplante.
Mesmo diante de um tratamento agressivo, Léo segue encantando médicos, familiares e amigos com disposição e coragem. “Ele continua ativo, sorrindo, brincando. É um pequeno guerreiro”, define a mãe.
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