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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

06/08/2018 08:23

Para não ficar longe da filha, Roberto trocou viagens por bazares com artesãos

Bazar de Gaia aconteceu no último fim de semana e uniu 30 expositores em espaço no bairro Monte Castelo.

Willian Leite
Expositores trouxeram variedades de produtos e preços foram de R$ 2,00 à R$ 320,00. Expositores trouxeram variedades de produtos e preços foram de R$ 2,00 à R$ 320,00.

No bairro Monte Castelo, o Bazar de Gaia virou uma oportunidade para pequenos empreendedores venderem e divulgarem melhor trabalhos artesanais. No sábado e domingo, eles se reuniram para mais uma edição, a 3ª do evento que hoje é como um encontro entre amigos.

O arquiteto Roberto Ungerer, de 50 anos, é o idealizador do projeto. Segundo ele, tudo começou quando percebeu a necessidade de ficar mais próximo da família. O trabalho tomava muito tempo com viagens e isso estava afetando o relacionamento com a filha. “Quando cheguei de uma das viagens de trabalho e no aeroporto minha filha não me reconheceu, logo pensei, é hora de encontrar alguma forma de trabalhar por aqui e ficar mais junto a minha família”, explica.

Nas duas primeiras edições o bazar durava apenas um dia, mas agora ocupou o fim de semana. À venda, os participantes colocaram roupas para bebês, artesanatos, chinelos personalizados, cerveja artesanal, doces e até biscoitos artesanais para pets.

O clima é de uma grande família, concorrência não existe. Durante todo o dia, eles percorrem um o stand do outro.

Andreia seus laços e também mosaicos e tiaras enfeitadas. (Foto: Willian Leite)Andreia seus laços e também mosaicos e tiaras enfeitadas. (Foto: Willian Leite)

Servidora pública, Andreia Favareto começou fazer artesanato em 2002 e sempre viu a necessidade em ter espaço para vender laços para meninas, mosaicos, tiaras e telas. "Aqui já estou pela terceira vez. Fiz um investimento para ter o espaço de R$ 80,00, mas se não conseguir cobrir esse dinheiro, a experiência já vale a pena”, comenta.

O sábado foi chuvoso e pela manhã ainda não havia grande movimentação de clientes, mas isso não desanimou a jornalista Bruna Lopes, que já participa do bazar pela segunda vez, junto com a mãe ela expõem massas artesanais integrais, além molhos, caldos, canelone e nhoque congelados. “Já participamos de outros eventos e em um deles conhecemos o Roberto que nos convidou pra vir no Gaia. Viemos pela primeira vez, divulgamos nosso produto e aumentamos nossa rede de clientes. Nossa sede é na Vila Bandeirante, que fica do outro lado da cidade e agora o pessoal aqui dessa região nos procura por telefone para fazer pedidos”, elogia.

Com o nome bem sugestivo, o Varal de Ideias é de duas amigas de infância: Mara Fechner e Rosalda Feirrer, elas descobriram na produção de chinelos personalizados uma forma de ganhar renda extra e se satisfazer nas feiras onde expõem. “O bazar além de ser um elemento a mais de publicidade é a chance de aumentarmos nossa rede de relacionamento e isso pra nós já é um ganho”.

Amigas de infância vendem chinelos personalizados no bazar. (Foto: Willian Leite)Amigas de infância vendem chinelos personalizados no bazar. (Foto: Willian Leite)

A aposentadoria chegou para Luci Meire Kemp, de 55 anos, e, inspirada na experiência que teve com a neta que perdeu as roupas de bebê muito rápido, ela decidiu abrir um brechó com roupinhas para bebês. Ela trabalha com sistema consignado. As pessoas levam os produtos, ela avalia vende e reparte o lucro pela metade.

“Conheci o espaço por meio de uma colega que veio na segunda edição e procurei o Roberto para expor as roupas, esse clima de união e familiaridade é muito bom, aqui cada um tem seu espaço e tem para todos, os clientes tem opções variadas de produtos num ambiente gostoso e familiar”, avalia.

Nesta edição, o Bazar de Gaia também abriu espaço para trabalho social e um dos standes foi cedido à ONG Maná do Céu, que trabalha com 80 crianças e jovens no Jardim Canguru, durante a tarde um grupo de jovens fez uma apresentação, além disso, no a Ong também pode vender seus produtos e toda a renda será revertida para a instituição.

“Na Ong nós sempre vendemos esses produtos para levantar recursos e aqui como tem bastante movimento podemos além de mostrar nosso trabalho arrecadar e trazer as crianças para se apresentar”, explica Elza Regina Rodrigues voluntária e representante da ONG.



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