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Comportamento

Tatuagem na pandemia inclui até questionário de hábitos

Além do questionário, necessidade de utilização de máscara, termo de responsabilidade, orçamento virtual, tornaram-se imposições

Por Lucas Mamédio | 15/08/2020 07:10
Cliente de máscara sendo tatuada por Eduardo (Foto: Divulgação/Dharma tattoo)
Cliente de máscara sendo tatuada por Eduardo (Foto: Divulgação/Dharma tattoo)

O segmento da tatuagem foi atingido em cheio pela pandemia em Campo Grande. O primeiro impacto foi o que maioria dos serviços sentiu: fechamento total e impossibilidade de atendimento. Agora, aos poucos, tudo vem se normalizando, mas regras rígidas foram impostas para possibilitar o trabalho desses profissionais.

O ofício já tem uma natureza arriscada no que diz respeito à possibilidade de contágio, muito por conta da proximidade necessária pra tatuar e também pelos os instrumentos utilizados para o trabalho, que são perfurantes.

Por outro lado, essa natureza é uma aliada já que sempre forçou os tatuadores a usarem, por exemplo, EPIs (Equipamento de proteção individual) e tomarem cuidados para não contraírem outras doenças advindas do contato próximo com cliente.

Álcool em gel já virou prduto básico na pandemia (Foto: Divulgação/Dharma tattoo)
Álcool em gel já virou prduto básico na pandemia (Foto: Divulgação/Dharma tattoo)

Mesmo assim a rotina está bem diferente nos estúdios de tatuagem. Agora envolve questionários para saber como está a saúde e os hábitos do cliente, necessidade de utilização de máscara, termo de responsabilidade entre outras adequações.

No Kallel Tattoo, um dos maiores estúdios da Capital, as mudanças foram várias. “Sempre entramos em contato com os clientes para lembrá-los da sessão, confirmar, informar endereço do estúdio e afins. Agora por conta da pandemia estamos perguntando também se estão com algum sintoma como tosse ou gripe. Se sim, reagendamos.”, diz Nayara Almeida, responsável pelo atendimento.

E ela diz que isso já aconteceu algumas vezes. “Não são muitos, mas já aconteceu sim”. Em relação ao movimento, a procura continua intensa. “Fim de ano é muita gente. Aí chegando no estúdio que fazemos nosso termo de responsabilidade, fazemos outras perguntas como: se foi submetido algum tratamento medico nos últimos seis meses e outros.”

Tatuadores da Hard Work antes da pandemia; agora ele só atendem separadamente (Foto: Reprodução/Instagram)
Tatuadores da Hard Work antes da pandemia; agora ele só atendem separadamente (Foto: Reprodução/Instagram)

Outro conceituado estúdio de Campo Grande, o Hard Work Tattoo, diminuiu o atendimento a um por dia por cada tatuador. “Cada profissional faz um atendimento por dia, nunca no mesmo horário e sempre em ambientes separados, que são higienizados depois, como sempre foi”, afirma Tom Rech, dono do estúdio.

Fora isso, nenhum orçamento é feito pessoalmente e caso algum trabalho seja aprovado, está proibido levar acompanhante. Durante a sessão, todos usam máscara.

“Tem gente que vem até aqui só pra fazer o orçamento e nem fecha o trabalho, então é um risco desnecessário”.

Sobre o movimento e o impacto financeiro da pandemia, Tom diz que não está sendo uma catástrofe. “Óbvio que tivemos uma queda em nosso movimento, mas estamos conseguindo fechar todas as contas, todo mundo está remunerado, dos males, o menor”, conclui.

Outro estúdio, o Dharma tattoo, também aderiu o orçamento e agendamento só pelo whats. “Estamos pedindo para os clientes virem sozinhos. Usarem máscara. E tem álcool em gel espalhado pelo estúdio. A limpeza é feita todos os dias com água sanitária no chão e álcool 70% nos móveis. Fazemos apenas uma confirmação pelo whats um dia antes do dia marcado e perguntamos se está tudo bem”, explica Eduardo Mariani, um dos tatuadores do estúdio.

Sobre como ele se sente enquanto profissional, tendo que trabalhar no meio da pandemia, Eduardo é taxativo. “Na verdade me sinto seguro no estúdio. Quando saio pra rua, fico preocupado com inúmeras possibilidades de transmissão”.

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