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Campo Grande, Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

10/02/2018 17:34

Em reverência a bloco do RJ, Valu leva famílias à Esplanada Ferroviária

Festa fica por conta do Cordão Valu, que este ano comemora 12 anos de criação

Mayara Bueno e Thailla Torres
Foliões lotam rua da Esplanada Ferroviária neste sábado (10). (Foto: André Bittar).Foliões lotam rua da Esplanada Ferroviária neste sábado (10). (Foto: André Bittar).

Reverência ao centenário de bloco do Rio de Janeiro (RJ), família 'revivendo' bloquinho criado em 1985 e pessoas caindo na folia pela primeira vez. Este é o cenário do início do 2º dia do Carnaval de rua de Campo Grande, na Esplanada Ferroviária.

A folia nas ruas históricas neste sábado (10) fica por conta do Cordão Valu, que este ano comemora 12 anos de criação. A idealizadora, Silvana Valu, não conteve as lágrimas ao subir no palco e anunciar o começo da festa. Com a última autorização obtida na tarde de hoje, ela comentou sobre a dificuldade que passou até conseguir começar as festividades, às 16h30.

"É tudo muito difícil, muito burocrático, mas temos certeza que vamos fazer uma festa linda", anunciou para um público que começa a lotar o espaço. Por enquanto, há cerca de mil pessoas, mas a expectativa é chegar a 5 mil durante as festividades que seguem até meia-noite.

Esta edição, o Cordão Valu comemora os 100 anos do bloco Bola Preta, do Rio de Janeiro (RJ). A homenagem acontece pelo símbolo de resistência às dificuldades em manter a festa ao longo do tempo.

Família de seu Pedro 'uniformizado' com roupa do bloco '100 Nome'. (Foto: Thailla Torres).Família de seu Pedro 'uniformizado' com roupa do bloco '100 Nome'. (Foto: Thailla Torres).
De Brasília, Igor Ramão se fantasiou de palhaço para pular Carnaval em Campo Grande. (Foto: Thailla Torres).De Brasília, Igor Ramão se fantasiou de palhaço para pular Carnaval em Campo Grande. (Foto: Thailla Torres).

Para todo mundo - Nas ruas da Esplanada, a maioria está fantasiada e o público inclui todas as faixas etárias. Luiz Henrique, 38 anos, levou a filha Julia de Paula, de 2 anos, para pular seu primeiro Carnaval de fadinha. A festa de hoje é também estreia para os pais, que, depois de ver muita propaganda dos bloquinhos de Campo Grande, resolveu cair na folia também.

O Carnaval deste ano para família de seu Pedro Espósito, mestre de obras de 63 anos, é momento de amenizar as dificuldades pelas quais o País passou ano passado, mas também de reviver memórias e alegrias.

Em 1985, a família criou o bloco 100 Nome, que desfilou por dois anos e depois nunca mais saiu às ruas. Este ano, os familiares resolveram retomar a ideia com camisetas próprias para pular o Carnaval.

"O Brasil passou por muitas dificuldades ano passado, o que entristece as pessoas. E o Carnaval sempre foi uma festa muito alegre", comenta.

Primeira vez na festa da Capital, Igor Romão, servidor público de 38 anos, mora há pouco tempo por aqui. Já era fã dos blocos carnavalescos quando morava em Brasília, onde havia um que fazia sucesso. Na festa de hoje, vestiu a fantasia de palhaço.

Programação - Neste sábado, a festa começou com a Orquestra Vai quem Vem. Depois a animação fica por conta da bateria da Escola de Samba Igrejinha, do Valu Sambio Trio e acaba com o show da sambista Alba Lessa.




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