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Campo Grande, Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

14/07/2019 07:45

Domingo dá para conversar, pedalar e cuidar da saúde no Parque dos Poderes

Um trecho da Avenida Desembargador José Nunes da Cunha é interditado e a galera aproveita o espaço para lazer

Alana Portela
Pessoas vão pedalar nos finais de semana (Foto: Alana Portela)Pessoas vão pedalar nos finais de semana (Foto: Alana Portela)

Para caminhar, correr, manter a saúde em dia, encontrar os amigos e brincar com as crianças e cachorros, a Avenida Desembargador José Nunes da Cunha é ponto de lazer em Campo Grande. Local fica no Parque dos Poderes e tem o trecho entre a rotatória que dá acesso à avenida Mato Grosso e a rotatória com a Avenida dos Poetas interditada nos finais de semana e feriados.

O espaço conta com uma área verde que deixa as manhãs um pouco mais geladas. Contudo, nem mesmo a temperatura atrapalha a galera ir ou se reunir no local, que também conta com animais. Para que o local seja aproveitado pela população, cones são colocados e fecham parcialmente a avenida. Apenas o lado sentido centro/bairro é interditado para a população andar no asfalto.  

Logo cedo, às 6h, o movimento começa e já tem gente fazendo a sagrada caminhada matinal. É 1,5 quilômetro de asfalto de uma ponta a outra e a servidora pública, Ana Paula Oliveira, aproveita o espaço e o dia de folga para dar uma voltinha com os cachorros. “Estou aqui todos os finais de semana, gosto de andar com eles. A interação do animal com seu dono é muito importante”, diz.

Zaida Godoy e o esposo Willian Godoy passeando no parque com o cachorro (Foto: Paulo Francis)Zaida Godoy e o esposo Willian Godoy passeando no parque com o cachorro (Foto: Paulo Francis)

O geólogo, Willian Godoy, e a economista, Zaida Godoy, são casados e frequentam o local regularmente. Eles moram perto do parque e também costumam levar o cachorro para gastar a energia. “Antigamente, vínhamos com mais frequência. Agora, é mais nos finais de semana mesmo por conta da interdição e segurança. Durante a semana muitos carros passam e com cachorro não dá para vir assim”, explicam.

O funcionário público, Kauê Oshiro gosta de levar os sobrinhos para caminhar e andar de bicicleta. “Quase todos os finais de semana venho com eles e trago os cachorros. Fazemos uma caminhada leve de três quilômetros porque não aguentam muito. Porém, quando estou de bicicleta vou até a Avenida Afonso Pena, já quando é corrida, faço uns 5 quilômetros”.

O agente penitenciário, Thiago Bandeira, quer manter o físico em forma e prefere ir ao parque, pois é seu local favorito. “É um lugar maravilhoso, encontro paz, e nem a mudança de temperatura atrapalha. Geralmente venho com minha esposa, mas devido a um problema de saúde, ela não pode vir agora. Gosto tanto daqui que quando fui comprar minha casa fiz de tudo para ficar na região”.

Por ser um frequentador assíduo, ele até criou um circuito de treino. “Faço todo esse caminho e continuo até entrar na Avenida Afonso Pena. Depois, vou até o Parque das Nações Indígenas e saio no portão da rua Antônio Maria Coelho. Dá uns 6,7 quilômetros”, revela.

O agente penitenciário, Thiago Bandeira, conta que frequenta o parque diariamente (Foto: Paulo Francis)O agente penitenciário, Thiago Bandeira, conta que frequenta o parque diariamente (Foto: Paulo Francis)
O servidor público, Kauê Oshiro, conta que gosta de caminhar no parque (Foto: Paulo Francis)O servidor público, Kauê Oshiro, conta que gosta de caminhar no parque (Foto: Paulo Francis)

O casal Margareth e Bruno Petry também resolveu sair de casa, mas com a ideia de se acostumar com as caminhadas. Os planos é viajar neste mês para o Canadá e para isso precisam manter o “pique”. “Lá tem muitas trilhas, teremos de caminhar bastante, então temos que treinar. Aqui é uma área plana com árvores e animais. Quando vejo alguém com um cachorro, paro e brinco um pouco com o animal”, conta Bruno.

São 30 anos de casados, e a esposa relata que vai no parque com o marido para passar um tempo a sós. Enquanto andam, observam a natureza e o marido mostra algumas plantas para ela. “Não dá para correr, então apreciamos a natureza e caminhamos por uma hora. Às vezes, discutimos alguns assuntos pendentes”, fala Margareth.

O espaço também chama atenção pela receptividade das pessoas, pois enquanto caminha sempre tem alguém sorrindo e cumprimentando umas às outras, mesmo sem se conhecerem. “As pessoas são amigáveis”, afirma Margareth. Parece até outro “mundo”, no qual a correria do dia a dia é deixada de lado e a parte sensível vem à tona.

Bruno Petry e a Margareth Petry vão juntos apreciar a natureza (Foto: Alana Portela)Bruno Petry e a Margareth Petry vão juntos apreciar a natureza (Foto: Alana Portela)

Quem também sente a diferença no ambiente é o carioca Maurício Gomes. “As pessoas passam e desejam bom dia e boa tarde, é diferente. Sou do Rio de Janeiro e lá, como os moradores estão sempre correndo, não têm esse hábito de cumprimentar”. Ele é biólogo, frequenta o local com o amigo também biólogo, Fábio Rock. Eles dão aula na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), porém, apesar do trabalho ser no mesmo local quase não se vêem. “Lá não dá para ficar parando e conversando. Como tem esse espaço, a gente vem pra cá e por conta da profissão, essa área verde é fundamental”, afirma.

“Um convida o outro para vir, fazer caminhada e bater papo. Acho um lugar bem organizado, venho de uma a duas vezes por semana e participo do grupo de yoga do parque das Nações. Essa questão de ser fechado atrai bastante”, fala Fábio.

Por saúde - O advogado, Valter Pereira, liga o radinho, arruma na estação do jornal e coloca no bolso para ouvir enquanto caminha na pista. Ele carrega uma garrafinha de água nas mãos e começa com “trotes” para entrar no pique da corrida. “Minha caminhada oscila entre 1h10 a 1h30. Estou aqui todos os dias, pois tenho um histórico familiar de doenças vasculares. Andar é um método preventivo natural e contribui para manter a pressão arterial em níveis normais e ainda previne o organismo de outras condições que levam as doenças cardiovasculares. Dou uma volta na Avenida Afonso Pena, paro para beber um café e depois continua o percurso”.

“O parque propicia bem-estar e o contato com a natureza ajuda a respirar um oxigênio mais puro. É comum contemplar a paisagem e o movimento dos roedores, principalmente da capivara. É um ambiente de convívio, dá para encontrar os amigos e conhecer pessoas novas”, afirma.

Maurício Gomes, à esquerda, vai ao local na companhia do amigo Fábio Rock (Foto: Alana Portela)Maurício Gomes, à esquerda, vai ao local na companhia do amigo Fábio Rock (Foto: Alana Portela)
O advogado Valter Pereira conta que vai ao parque para caminhar e evitar problemas de saúde (Foto: Paulo Francis)O advogado Valter Pereira conta que vai ao parque para caminhar e evitar problemas de saúde (Foto: Paulo Francis)

Amizade - Falando em amizades, o trio de engenheiros civis, João Daniel Leal, Nereu Fontes e Renato Hallau se encontra no parque dos Poderes nos finais de semanas e feriados, para passar um tempo entre amigos e preservar a amizade de longa data. “Conversamos, descontraímos. Mas, aqui venho com eles e só o Nereu, conheço há mais de 40 anos. Ele até se tornou meu padrinho de casamento”, comenta João Daniel.

Eles moram em bairros diferentes, um no Dama, outro bairro Tv Morena e outro perto da rotatória da Via Park, que é próximo do Parque dos Poderes. Contudo, não existe desculpa para não se verem, e o trio gosta de se atualizar das informações. “Botamos a conversa em dia e é uma forma que encontramos para dispor da área. Somos a turma da caminhada e também gostamos desse ar puro”, destaca João Daniel.

Da esquerda para direita, Renato Hallau, Nereu Nantes e João Daniel Leal (Foto: Alana Portela)Da esquerda para direita, Renato Hallau, Nereu Nantes e João Daniel Leal (Foto: Alana Portela)

No período da tarde, é a vez de levar a criançada para se divertir. Por isso, o servidor público, Amadeu Brito e a esposa Elaine Nantes, que moram perto do Parque dos Poderes, vão até a região das Moreninhas para pegar os sobrinhos. Depois, param no trecho interditado. “A gente aluga os Car Card para pedalar com eles. Não temos filhos e gostamos de trazê-los para interagir com a natureza, pois hoje a gurizada só quer saber de vídeo game. É um espaço seguro e durante a semana, venho para correr”, diz Amadeu.

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Amadeu Brito na frente, sua esposa Elaine Nantes de rosa e os sobrinhos no car card (Foto: Alana Portela)Amadeu Brito na frente, sua esposa Elaine Nantes de rosa e os sobrinhos no car card (Foto: Alana Portela)
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