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Sabor

Após acidente com capivara, Kelvin agradece a vida com coxinha

Depois de ficar todo “quebrado” ao bater em capivara, ele quis vender até salgado em formato do animal

Por Thailla Torres | 27/01/2022 06:19
Coxinhas em formato de capivara custam só R$ 2,00. (Foto: Marcos Maluf)
Coxinhas em formato de capivara custam só R$ 2,00. (Foto: Marcos Maluf)

Quem vê Kelvin Souza Gomes, de 33 anos, dando a maior gargalhada ao contar um dos piores episódios da sua vida, nem imagina que ele ficou todo “estropiado” após sofrer um grave acidente de moto em 2017, depois de bater numa capivara na Avenida Via Park.

O acidente que o deixou com a clavícula quebrada e quase três meses imobilizada até poderia ter o deixado traumatizado, mas ele usou o acidente para dar a volta por cima e agradecer a sorte de estar vivo. E mais: hoje, usa a figura da capivara que um dia ele acertou em cheio como maior incentivo para um novo negócio.

Há quatro dias, ele abriu uma lanchonete de salgados na Rua Antônio Maria Coelho, onde vende coxinha, esfirra, quibe e demais salgadinhos fritos e assados. Mas o carro-chefe é uma coxinha em formato de capivara.

O salgado em formato do animal não é nenhuma novidade, já bombou em outras cidades do País, como Curitiba e até já foi pauta no Lado B, mas foi a relação com o acidente sofrido que mais chamou a atenção da reportagem.

Kelvin agradece à vida depois de acidente e segue amando as capivaras. (Foto: Marcos Maluf)
Kelvin agradece à vida depois de acidente e segue amando as capivaras. (Foto: Marcos Maluf)
Dona Luciene no preparo de todos os salgadinhos. (Foto: Kelvin Sousa)
Dona Luciene no preparo de todos os salgadinhos. (Foto: Kelvin Sousa)

Questionado se algum dia teve vontade de nunca mais olhar uma capivara pela frente, Kelvin responde sorrindo: “De jeito nenhum, as capivarinhas são de Deus. Elas não tiveram culpa alguma”.

Além disso, o acidente, apesar do risco de fatalidade, até virou piada entre os amigos. “Todo mundo lembra que eu me acidentei por causa de uma capivara”, ri.

Já a referência para a coxinha veio da sugestão de amigos e figuras que ele já tinha visto na internet. “Então, liguei uma história com a outra e falei para minha mãe se era possível mesmo fazer uma coxinha em formato de capivara. Ela disse que ia tentar e, em minutos, me mandou uma foto. Ela conseguiu”.

Apesar de passar o dia na lanchonete, que vende os quitutes a R$ 2,00 cada, Kelvin atribui todo sucesso e sonho de ter o próprio negócio à mãe, dona Luciene Souza Papa, de 55 anos, que sempre teve “mão cheia para produção de salgados, doces e bolos para festa”, diz.

“Minha mãe é puro talento na cozinha. Sempre fez tudo com muito carinho e sabor. E eu sempre admirei isso nela. Também sei que o sonho dela era ter algo para vender às pessoas assim, como numa lanchonete. Então, decidimos abrir um negócio familiar”.

Assim, nasceu a Big K Salgados. O nome é um apelido dado pela ex-chefe de Kelvin pelo seu tamanho. “Como sempre gostei, resolvi que seria bacana colocá-lo como nome”.

A mãe é quem produz as coxinhas e demais salgadinhos. O pai Edimir Santos Gomes, de 56 anos, é quem administra a ida e vinda dos salgados fresquinhos até a vitrine da loja.

Isso porque a produção é na casa da família e o ponto da Antônio Maria Coelho é somente para venda. “Mas é tudo pertinho, por isso, tem salgado fresquinho o dia todo”, explica Kelvin, que fica de prontidão por responsável pelas vendas.

Além dos salgados, tem suco e refrigerante à venda, mas quem gosta mesmo de um cafezinho pode aproveitar, pois custa somente R$ 1,00.

Já quem não quiser comer os salgados na hora, dona Luciene também faz congelados e sob encomenda. Basta falar com o filho na lanchonet,e que funciona de segunda a sexta, das 7h às 19h.

A lanchonete é na Rua Antônio Maria Coelho, 4267, Santa Fé.

Quem vê Kelvin sorrindo, nem imagina o perrengue que ele passou em 2017. (Foto: Marcos Maluf)
Quem vê Kelvin sorrindo, nem imagina o perrengue que ele passou em 2017. (Foto: Marcos Maluf)

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