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Sabor

Casas especializadas tem até hot dog doce, e do tamanho de chihuahua ao pitbull

Por Anny Malagolini | 09/08/2013 06:30
Lanche "Chihuahua", o menor da casa, assim como a raça (Foto: Cleber Gellio)
Lanche "Chihuahua", o menor da casa, assim como a raça (Foto: Cleber Gellio)

Nas lanchonetes, todo mundo vende cachorro-quente, mas na hora da concorrência surgem as doguerias mais sofisticadas e originais, sem medo de abrir mão do tradicional e aumentar um pouco o preço do lanche famoso justamente por ser baratinho.

Em Campo Grande, já são várias, nos bairros e no Centro. A caçula é a “Dog Dog” que resolveu ser diferente e bem sugestiva. Os lanches levam nome de raças de alguns cachorros, de acordo com seu porte e temperamento.

Os hot dogs são vendidos em dois tamanhos, o tradicional e o "adulto", com quase 20 centímetros. “Quis montar algo conceitual e criei a brincadeira que faz o elo emocional”, explica o proprietário da dogueria, o publicitário Jader Mussato, de 33 anos.

Para quem acha o lanche pesado ou não quer engordar, a casa oferece até o “hot light”, feito com pão integral, salsicha de frango, vinagrete, frango desfiado e requeijão light, por R$ 7,50.

Na hora de criar as novidades, com a criatividade surgiu também o cachorro-quente doce, uma versão de Romeu e Julieta, com queijo mussarela e goiabada.

A brincadeira do cardápio começa com a escolha dos nomes, como o Hot Dog “vira-latas”, o tradicional brasileiro. O "Chihuahua" é o menor da casa. O lanche “Poodle” tem como recheio o acréscimo da “frescura”, o queijo.

O “Boxer” é o lanche amigo, "que mata a fome e é barato", diz o dono. Já o "Pitbull", a raça que geralmente impõe receio por ser brava, foi transformado em lanche para quem tem muita fome, com todo tipo de ingrediente.

A analista de sistemas Karla Vicente, de 30 anos, foi levar os dois filhos, de 9 e 10 anos, pela quarta vez ao espaço. A escolha é pela dificuldade de agradar as crianças na hora de comer, diz ela. “Eles são difíceis de comer e com a brincadeira dos lanches eles acabam até escolhendo o maior, e comem tudo”.

O economista Assis Diniz, de 38 anos, também levou a filha, Amanda Cecília de 6 anos. “Ela perdeu o cachorro há pouco tempo e a brincadeira com os cachorros até deu uma amenizada” . A dogueria "Dog Dog" fica na rua Quintino Bocaiuva, 1.351.

O casal Micheli Picolo e Anderson Santos matam a fome com cachorro-quente, de (Foto: Cleber Gellio)
O casal Micheli Picolo e Anderson Santos matam a fome com cachorro-quente, de (Foto: Cleber Gellio)

O lanche que nas “carrocinhas” costuma ser vendido por R$ 3,00, nas casas especializadas custam em média R$ 7,00.

Na Old Dog, da avenida Afonso Pena, são sabores estabelecidos pela franquia já com 5 unidades em Mato Grosso do Sul e São Paulo. No cardápio, a versão light tem também a salsicha de frango, mas leva cenoura, pepino alface, tomate e milho.

As opções mais sofisticadas têm rucula, cream cheese e azeitona. Ainda dá para turbinar o lanche com purê de batatas, bacon e calabresa.

Na Dog King, da Rua São Vicente de Paulo, 160, perto da Uniderp, o cachorro-quente é prensado. Quase todo dia, o tradicional “arroz com feijão”, na hora do jantar, dá lugar ao cachorro-quente para os universitários Alisson Nogueira Araujo de 18 anos e Karen Moraes, de 22 anos.

Os dois estudam à noite e a praticidade em atravessar a rua em frente a universidade fala mais alto. O lanche na Dog King é quase diário. “É barato, satisfaz e da tempo de comer na hora do intervalo”, justifica.

O lanche calórico e pouco saudável não intimida Karen. “Eu acho que não engorda e eu já estou um pouco acima do peso, então não importa, é tão gostoso”.

Ao menos duas vezes ao mês, o casal Micheli Picolo, de 29 anos, e Anderson Santos, de 31 anos, saem para jantar cachorro-quente. “É prático e equivale a um jantar”. Mas as famosas “carrocinhas” de cachorro-quente perderam a preferência do casal. “Não confio na higiene, então procuro ir comer em casas especializadas”.

Versão "Pitbull" do cachorro quente.
Versão "Pitbull" do cachorro quente.