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Sabor

De cara nova, Festa do Queijo este ano terá 32 barracas em Rochedinho

Além de versões do astro da festa, haverá show com o grupo Tradição no próximo dia 11 de maio

Por Danielle Valentim | 02/05/2019 07:43
Festa de 2018; neste ano mais produtores estão vendendo a iguaria. (Foto: Divulgação)
Festa de 2018; neste ano mais produtores estão vendendo a iguaria. (Foto: Divulgação)

Pela quarta vez, o distrito de Rochedinho se prepara para a Festa do Queijo. No ano passado, a atração da festa foi um queijo gigante de 25 quilos e, mesmo assim, não deu para quem quis. Neste ano, para não faltar queijo, a organização credenciou 32 expositores, com uma condição: pode vender o que quiser, desde de que se inclua o dono da festa.

A festa do distrito ganhou apoio da Prefeitura de Campo Grande e até de pequenos produtores, previamente, credenciados. Mara Bethânia Bastos Gurgel de Menezes, adjunta da Sedesc (Secretaria de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia), explica que a prefeitura de Campo Grande abraçou a festa e ampliou a rede de venda para reforçar a tradição.

“Até o ano passado apenas os pequenos produtos de Rochedinho vendiam. No fim das contas a produção era pequena, mas agora, incluímos pequenos laticínios de Campo Grande para reforçar a tradição da cidade. No ano passado chegou a faltar queijo para os visitantes, mas neste ano a regra é de que todas as barracas, mesmo que ofereçam outros serviços tenham o queijo como produto principal”, explicou.

Além do formato diferente, logo na entrada na cidade, haverá equipe técnica e inspeção municipal em parceria com a subprefeitura. A festa ganha espaço kids e padronização nas barracas. Todos os pequenos produtores credenciados estarão uniformizados.

As 32 barracas estarão divididas entre expositores, produtores de queijo e a praça de alimentação do evento. “Outra novidade deste ano é que todos os expositores passaram por curso de manipulação de alimentos”, pontua Mara.

Em 2018, a festa recebeu mais de 3 mil visitantes e com o novo layout a prefeitura espera aumentar o público e fomentar a produção da região.

Durante todo o ano, vários moradores se viram para faturar com produções artesanais, entre elas, queijo, requeijão, mussarela, pão e doces. No distrito, os preços variam. Um queijo médio é encontrado por R$ 15, requeijão de 500g por R$ 15, manteiga de 500g por R$ 10 e doce de leite por R$ 12. Tudo vai estar à venda na festa do dia 11 de maio, com possibilidade de degustação.

A festa começa às 16h e o bailão fica por conta do grupo Tradição. O grupo de ciclista Firebikers também fará o trajeto Campo Grande - Rochedinho no dia da festa.

Da onde surgiu? Moradores contam que o primeiro evento foi organizado pelo padre Alfeu em forma de Quermesse. Depois passou a ser realizado pela Associação de Produtores Rurais de Rochedinho.

No ano passado, além do “Filhote”, queijo de 25 quilos feito com 150 litros, houve o primeiro concurso do “Queijo Caipira”. A competição, dividida em queijo caipira fresco e meia cura, elegeu os cinco melhores, em cada categoria. Os critérios de avaliação eram apresentação, cor, textura, consistência, paladar e olfato.

Queijo em processo. (Foto: Divulgação)
Queijo em processo. (Foto: Divulgação)
Derivado prontinho durante a festa de 2018. (Foto: Divulgação)
Derivado prontinho durante a festa de 2018. (Foto: Divulgação)

O distrito - Os registros históricos do distrito são raros e a data de fundação do local não é unanimidade entre os moradores. Alguns dizem que a vila começou a ser construída há mais de 100 anos e outros contam que os funcionários de fazendas se aglomeraram e abriram o espaço na mata há 60 anos.

De concreto, apenas um documento do IBGE que apresenta dados de Rochedo, cidade próxima ao distrito. O local começou a ser povoado em 1931 por imigrantes nordestinos.

Para chegar a Rochedinho é simples, o caminho começa na avenida Tamandaré, ao norte de Campo Grande. É só passar pelo Parque do Peão e continuar pela MS-010.

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