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Campo Grande, Sábado, 20 de Outubro de 2018

03/09/2018 09:01

Em Kombi de 1985, andagui e gyudon são receitas de família no meio da praça

Os pratos são típicos e há dois anos o sabor conquistou quem vai à feirinha do Flamboyant só para encontrar comida típica japonesa

Thailla Torres
Tradicional gyudon servido com fatias de carne e gohan, típico arroz japonês.  (Foto: Thailla Torres)Tradicional gyudon servido com fatias de carne e gohan, típico arroz japonês. (Foto: Thailla Torres)

O sabor que só era servido em família, há dois anos garante o jantar em duas feiras da cidade. Mas foi no Flamboyant que o Lado B conheceu o sabor e sorriso simpático de um casal que recomeçou a vida em uma praça, vendendo pratos típicos da culinária japonesa.

Se engana quem vai ao local achando que só vai encontrar sushi ou sobá, ali o destaque são pratos quentes preparados por Cecília Oshiro Shiguemoto e o marido Maurício Oshiro, com todo amor pelas comidinhas, que durante anos, eles degustaram no Japão.

Casal, há 36 anos, divide o amor pela culinária japonesa. (Foto: Thailla Torres)Casal, há 36 anos, divide o amor pela culinária japonesa. (Foto: Thailla Torres)

Depois de quase 25 anos do outro lado do mundo, à frente de fábricas onde trabalhavam para ter uma vida melhor, Cecília e Maurício decidiram voltar ao Brasil. A mudança trouxe o abraço da família que fazia falta e foi o incentivo para explorar o que a cozinha nipônica tem de melhor: a diversidade de pratos.

Público eles já tinham. Amigos e familiares se tornaram clientes fieis e com o tempo a notícia de que comida japonesa "de verdade" estava sendo servida em uma feira pequena de moradores do Flamboyant se espalhou. "Lá no Japão já conhecia todos esses pratos, aqui também tem, mas o que todo mundo comenta é que o nosso tempero é muito parecido com o japonês", comenta Cecília.

O casal leva toda estrutura com balcão, fogão, mesas e cadeiras em um Kombi de 1985, com aparência antiga, mas que passou a fazer parte do recomeço do casal. "Ela é da minha irmã e ainda tem gente que não acredita que levamos tudo isso aí dentro. Mas ela aguenta o tranco como ninguém", brinca a dona.

O menu tem desde o Karê Raisu, um dos pratos mais tradicionais nos dias frios do Japão até as empanadas fritas.

O carro-chefe é karê feito com carne, batata, cenoura e cebola refogados com molho curry, servido com o gohan, típico arroz japonês, por R$ 15,00.

O karaague tem uma crocância peculiar e Cecília garante que é um segredo. (Foto: Thailla Torres) O karaague tem uma crocância peculiar e Cecília garante que é um segredo. (Foto: Thailla Torres)
Andagui é o bolinho japonês, semelhante ao nosso bolinho de chuva brasileiro. Andagui é o bolinho japonês, semelhante ao nosso bolinho de chuva brasileiro.

Outro destaque é o Gyudon, um dos mais populares pratos japoneses, servido em um tigela com arroz japonês, carne fatiada, cebola refogada e cozidas no molho a base shoyu, sakê e gengibre. A receita leva como toque final a cebolinha picada e o gengibre em conserva. A tigela pequena é R$ 15,00 e a grande R$ 18,00.

Quem já comeu o Karaague em outros lugares descobre a diferença ao experimentar a receita preparada por Cecília. O conhecido frango frito japonês, ali tem empanado e tempero especial, garante. "Eu peguei uma receita especial do Japão, da farinha produzida lá e fiz aqui. É um segredo que deixa ele sequinho e bem crocante, não é simplesmente um frango frito depois de ser empanado na farinha de trigo", garante.

Algumas receitas preservam a memória afetiva da família, especialmente, o Andagui, conhecido também como o "Bolinho da Felicidade" e muito parecido com o nosso bolo de chuva, que era preparado pela mãe de Maurício. "Depois que ela partiu, todo mundo continuou tentando fazer igual. Eu tentei até que ficou parecido. Hoje é o bolinho que não pode faltar aqui".

Apesar do sucesso com o sabor, a simpatia e o sorriso que os donos tem de melhor, continuam. Todo conhecimento e experiência que tiveram no Japão, trazem ao roteiro gastronômico a vontade de experimentar todos os pratos. "Muita gente não conhece, pergunta e a gente faz questão de explicar. Mas quem já comeu no Japão ou conhece a receita, elogia muito o nosso tempero", explica. "Como a gente se sente? Muito feliz, é gratificante", completa.

A barraca Miti está toda quinta na feira do Bairro Rita Vieira e toda sexta-feira na Praça do Flamboyant, que fica na Avenida Ministro João Arinos, ao lado do Garras, das 18h às 22h.

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Arroz com carne e gengibre é o gyudon que, tradicionalmente, é melhor comer com hashi, garantem os donos. (Foto: Thailla Torres)Arroz com carne e gengibre é o gyudon que, tradicionalmente, é melhor comer com hashi, garantem os donos. (Foto: Thailla Torres)


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