Brasil amplia exportações agropecuárias com novos mercados
Aberturas incluem venda de frutas, sementes e feno para cinco países
Brasil ampliou a exportação de produtos agropecuários após concluir acordos com Arábia Saudita, Azerbaijão, El Salvador, Jordânia e Etiópia, conforme anúncio feito nesta quinta-feira (16), resultado de negociações conduzidas pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e pelo MRE (Ministério das Relações Exteriores).
RESUMO
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As medidas autorizam a entrada de novos itens brasileiros em mercados considerados estratégicos na Ásia, Oriente Médio, África e América Central. Com as novas liberações, o agronegócio brasileiro soma 591 aberturas de mercado desde o início de 2023, segundo dados do governo federal.
A Arábia Saudita concentrou o maior volume de liberações. O país autorizou a importação de nove produtos da fruticultura brasileira, entre eles abacate, atemoia, goiaba, carambola, citros, gengibre, mamão, maracujá e melancia. O mercado saudita figura entre os principais destinos do setor e importou mais de US$ 2,8 bilhões em produtos agropecuários do Brasil em 2025.
Na América Central, El Salvador passou a permitir a entrada de maçã brasileira. Já no Azerbaijão, o governo local autorizou a importação de uvas. Em 2025, as exportações agropecuárias brasileiras para esses dois países somaram US$ 103 milhões e US$ 24 milhões, respectivamente.
No Oriente Médio, a Jordânia liberou a importação de feno, produto com potencial de expansão diante da demanda local por insumos para alimentação animal. O país importou mais de US$ 499 milhões em produtos agropecuários brasileiros no ano passado.
No continente africano, a Etiópia autorizou a compra de sementes de forrageiras das espécies braquiária, panicum e setária. A medida amplia a diversidade da pauta exportadora brasileira e reforça a presença do país em mercados africanos.
Segundo o governo, as aberturas resultam de articulação entre áreas técnicas e diplomáticas para facilitar o acesso de produtos nacionais ao exterior. A estratégia busca diversificar destinos, ampliar volume de vendas e reduzir dependência de mercados tradicionais.
O avanço das negociações também acompanha o crescimento da demanda internacional por alimentos e insumos agropecuários. Com novos mercados, o Brasil amplia a competitividade do setor e cria alternativas para produtores em diferentes regiões do país.


