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Lado Rural

MS exporta 1,03 milhão de toneladas de soja e tem alta de 59%

Receita alcança US$ 434 milhões em abril, avanço de 73%

Por Gustavo Bonotto | 13/05/2026 23:42
MS exporta 1,03 milhão de toneladas de soja e tem alta de 59%
Produtora de Mato Grosso do Sul segurando grãos de soja. (Foto: Reprodução/Aprosoja)

Mato Grosso do Sul exportou 1,031 milhão de toneladas de soja em abril de 2026, com base em dados do boletim econômico da Aprosoja, elaborado a partir da SECEX. O Estado alcançou alta de 59% em relação a abril de 2025, impulsionado pela demanda internacional e pela safra em andamento.

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Mato Grosso do Sul exportou 1,031 milhão de toneladas de soja em abril de 2026, alta de 59% em relação ao mesmo período de 2025, com receita de US$ 434 milhões, crescimento de 73% na comparação anual. A China foi o principal destino, com 84,3% do volume. O desempenho superou a média nacional, que registrou avanço de 9%. Já o milho teve queda de 60% nas exportações, com o Egito concentrando 92% das compras.

A receita somou US$ 434 milhões no mês, crescimento de 73% na comparação anual. A China liderou as compras e respondeu por 84,3% do volume exportado. Paquistão e Irã aparecem na sequência como destinos da produção sul-mato-grossense.

O desempenho estadual superou a média nacional, que registrou avanço de 9% no mesmo período. Segundo o boletim, o cenário reflete o ritmo forte das vendas externas e a manutenção da demanda asiática.

O milho teve comportamento de entressafra e registrou queda nas exportações. O Estado embarcou cerca de 6,5 mil toneladas em abril, retração de 60% em relação a março de 2026. O Egito concentrou 92% das compras do cereal.

O analista de Economia da Aprosoja, Linneu Borges Filho, atribui o resultado ao cenário de demanda externa aquecida. Ele destaca o papel do mercado asiático no consumo da soja sul-mato-grossense.

“As exportações seguem fortes, com o mercado asiático como principal destino. Mesmo com variações cambiais, a demanda global permaneceu elevada”, afirmou.

Ele também aponta riscos no cenário internacional. “As incertezas climáticas e as tensões geopolíticas elevam custos e exigem atenção do setor produtivo nos próximos meses”, disse.