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Meio Ambiente

Bombeiro pede empatia para evitar ilhas de fumaça: "Não coloque fogo"

Fim de 2026 deve ser marcado por um Super El Niño, com tempo quente e seco

Por Aline dos Santos | 30/06/2026 13:31


RESUMO

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Campo Grande pode enfrentar "ilhas de fumaça" no fim de 2026 devido a um possível Super El Niño, que intensificaria a seca em período chuvoso. O major Eduardo Rachid Teixeira, do Corpo de Bombeiros, alerta que queimadas urbanas são proibidas e geram responsabilização cível, penal e administrativa, além de prejudicarem a qualidade do ar. O Super El Niño ocorre com aquecimento de 2ºC no Pacífico, previsto para outubro a dezembro de 2026.


A possibilidade de o fim de 2026 ser marcado por um Super El Niño, com intensificação da seca num período que é tradicionalmente chuvoso em Campo Grande, traz alerta para o risco de “ilhas de fumaça” na área urbana, resultante de incêndios na zona rural e do fogo em terreno baldio.

O major Eduardo Rachid Teixeira, subdiretor de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, reforça que a queimada urbana é proibida e tem responsabilizações nas esferas cível, penal e administrativa. Mas também lembra que há uma solução bem mais simples: a empatia.

“A principal consequência da queimada urbana é principalmente a qualidade do ar, que afeta a questão respiratória. As nossas equipes ficam o tempo todo na rua. Mas o nosso principal pedido é justamente: não coloque fogo. Além de não ser permitido incêndio para limpar terreno na área urbana, é especialmente uma falta de empatia com o vizinho, com as pessoas que estão no entorno, que acabam sendo afetadas por essa fumaça”, afirma o major Teixeira.

Naturalmente, a qualidade do ar já fica reduzida no tempo seco e o problema ganha mais “combustível” se a fumaça que vier das queimadas na área rural se juntar à fumaça da “limpeza” de terreno baldio. Desta forma, surgem “ilhas” com a pior qualidade do ar.

Bombeiro pede empatia para evitar ilhas de fumaça: "Não coloque fogo"
Major Eduardo Rachid Teixeira é subdiretor de Proteção Ambiental. (Foto: Aline dos Santos)

“O bloqueio atmosférico faz com que a fumaça permaneça um pouco mais baixa.  E o vento mais intenso também segura essa fumaça mais baixa, afetando áreas maiores. O incêndio em área urbana piora a qualidade de vida das pessoas. E afeta de maneira igualitária, não importa se é rico se é pobre”, diz o major.

Atualmente, já estamos sob efeito do El Niño, que é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico. A temperatura já está 0,5ºC maior. Contudo, o Super El Niño será caracterizado caso o aquecimento for de 2ºC, situação esperada para o último trimestre de 2026: outubro, novembro e dezembro.

“O que é praticamente certo é que aumentam as ondas de calor e também o bloqueio atmosférico, com tempo muito quente e seco. Como referência, o aumento de 1,5ºC já aconteceu em 2023, que teve as ondas de calor e em 2024 o pior ano de incêndios".

Efeito no Brasil - Em 10 de junho, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, alertou que o El Niño este ano será agravado pelo aquecimento global, o que deve trazer seca mais severa e aumentar o risco de incêndios florestais.

O monitoramento realizado por meteorologistas também indica que na região Sul, a expectativa é de chuvas intensas com riscos elevados de novas enchentes nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Já nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a previsão é de secas mais intensas e prolongadas no segundo semestre, na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Pantanal.

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