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Meio Ambiente

Caixa corta-fogo leva mais segurança à queima de resíduos no Pantanal

Protótipo será usado por ribeirinhos do Amolar, onde a coleta de lixo não alcança as comunidades

Por Kamila Alcântara | 17/09/2026 15:37

A falta de coleta regular de resíduos nas comunidades tradicionais do Pantanal levou pesquisadores e moradores a buscarem uma alternativa para reduzir o risco de incêndios durante a queima do lixo. Uma caixa corta-fogo começou a ser instalada na região do Amolar, em parceria entre a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o IHP (Instituto Homem Pantaneiro) e o GEF Terrestre.

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Pesquisadores da UFMS, em parceria com o IHP e o GEF Terrestre, desenvolveram uma caixa corta-fogo para substituir a queima improvisada de lixo nas comunidades do Pantanal. O equipamento, instalado na região do Amolar, oferece estrutura fechada para queima controlada de resíduos, reduzindo o risco de incêndios na vegetação. Moradores poderão armazenar o lixo por dias antes de queimá-lo e separar materiais recicláveis após o processo.

Desenvolvido pela UFMS, o protótipo oferece uma estrutura fechada e controlada para a queima dos materiais. A proposta é substituir o método improvisado utilizado pelos moradores, que costumam abrir buracos no solo e acompanhar o fogo até que as chamas sejam completamente apagadas.

Morador da comunidade do Amolar, Linder explicou que a caixa permitirá armazenar os resíduos por alguns dias antes da queima. Depois do processo, materiais como latas e alumínio poderão ser retirados e separados.

“Essa caixa vai ser muito útil não só para mim, mas para todos os ribeirinhos. A gente coloca o lixo, armazena por um ou dois dias e depois queima. O que for lata ou alumínio, a gente retira e separa”, relatou.

Segundo ele, a principal vantagem está na redução do risco de o fogo alcançar a vegetação, especialmente durante os períodos de seca. Até agora, a comunidade fazia a queima em buracos abertos no terreno.

“Antes, a gente cavava um buraco e queimava, mas existia o risco de o fogo sair. Nunca aconteceu, mas era preciso ficar cuidando até acabar, porque, quando está seco, está seco mesmo. Agora vai ser mais seguro e tranquilo”, afirmou.

O IHP informou que a iniciativa procura conciliar o conhecimento das comunidades com soluções científicas adequadas às condições do território.

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