Campo Grande completa 23 dias sem chuva e estiagem deve continuar
Volume de chuvas segue muito abaixo da média histórica, e modelos indicam pouca chance de precipitação
Campo Grande completa nesta quarta-feira 23 dias consecutivos sem chuva. Na primeira quinzena de julho, o volume de precipitação em Mato Grosso do Sul ficou muito abaixo da média histórica, segundo análise do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), que utilizou dados de satélites e de estações meteorológicas.
RESUMO
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A estiagem atinge Mato Grosso do Sul nos primeiros 15 dias de julho, com precipitações muito abaixo da média histórica. Em Campo Grande, que está há 23 dias sem chuva, apenas a região da UPA Universitário registrou 2,6 milímetros de precipitação, 93% abaixo do esperado. No interior do estado, a situação é mais crítica. Apenas alguns municípios registraram volumes mínimos de chuva, como Corguinho com 2,4 mm e Iguatemi com 0,8 mm. A previsão para os próximos dias é incerta, com modelos meteorológicos divergindo sobre possíveis precipitações.
Para a Capital, a previsão mais otimista é de chance de 40% de chuva no dia 25, próxima sexta-feira.
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Imagens do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que grande parte do Estado passou esse período totalmente sem chuvas. A comparação foi feita com a média climatológica para o mês inteiro, o que reforça o cenário de seca.
Em Campo Grande, foram avaliados cinco pontos de medição: UPA Universitário, UFMS, Vila Santa Luzia, Inmet/Embrapa e Jardim Panamá. A média histórica de chuvas para julho na Capital é de 35,7 milímetros. No entanto, só houve registro de 2,6 mm (milímetros) na região da UPA Universitário, o que representa 93% abaixo do esperado. Nos demais locais da cidade, não caiu uma gota sequer.
No interior, a situação é ainda mais crítica. Somente alguns municípios registraram leves volumes de chuva: Corguinho (2,4 mm), Iguatemi (0,8 mm), Bandeirantes e Água Clara (0,6 mm), Amambai e Ribas do Rio Pardo (0,4 mm), Sete Quedas, Camapuã, Sonora, Dourados e Miranda (0,2 mm cada).
O levantamento mostra que, em todos os municípios com dados disponíveis, os acumulados ficaram muito abaixo da média histórica para o mês. A falta de chuva já acende um alerta para a agricultura e para queimadas.
A previsão para os próximos dias ainda é incerta. Os modelos meteorológicos divergem quanto à possibilidade de chuva em Mato Grosso do Sul. Enquanto o modelo europeu aponta chance de pancadas isoladas, com até 20 mm acumulados em áreas do sudoeste (como Porto Murtinho) e sudeste (como Bataguassu), outro modelo, o GFS, indica tempo seco em todo o Estado até o fim do mês.
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