Presos por suborno são policial do Garras e ex-GCM
Augusto Torres Galvão e Marcelo Raimundo foram flagrados com cerca de R$ 160 mil durante pagamento de propina
Os dois presos nesta sexta-feira (28) em Três Lagoas, a 327 quilômetros de Campo Grande, em uma operação que envolveu suborno e corrupção, são Augusto Torres Galvão Florindo, policial civil lotado no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), e o ex-guarda civil municipal Marcelo Raimundo da Silva. Eles foram flagrados pela PF (Polícia Federal) com cerca de R$ 160 mil no momento em que o ex-servidor efetuava o pagamento de propina ao investigador.
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A ação foi realizada após o recebimento de uma denúncia anônima que indicava que uma mulher realizaria o saque de uma grande quantia para pagar suborno a um servidor público, relacionado ao favorecimento em atividades ilícitas.
A investigação da PF confirmou a veracidade da denúncia, revelando que o ex-guarda possuía um histórico de envolvimento com contrabando e descaminho, crimes pelos quais também era investigado. Durante o acompanhamento da movimentação do dinheiro, a polícia abordou os envolvidos no momento da entrega dos valores.
O ex-guarda e o policial da ativa foram presos e poderão responder pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Antes de integrar a equipe do Garras, Augusto foi investigador do GOI (Grupo de Operações e Investigações).

O Campo Grande News procurou a Polícia Civil, o Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) e o Garras para obter um posicionamento sobre a prisão de Augusto Torres Galvão Florindo, mas até a publicação da matéria, nenhuma das entidades se manifestou oficialmente sobre o caso. O espaço segue aberto.
Rescindente - Em março de 2022, Marcelo Raimundo da Silva, um dos presos na operação de suborno, já havia sido identificado em um grande esquema de contrabando. Ele estava entre os envolvidos em um comboio que transportava R$ 1 milhão em mercadorias ilegais pela MS-164, em Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande.
Naquela ocasião, Marcelo era guarda municipal de Campo Grande e fazia parte de um grupo que utilizava estratégias para burlar a fiscalização policial. No último dia 23 de fevereiro, ele foi flagrado, juntamente com outros 11 motoristas, aguardando em um depósito na tentativa de enganar a abordagem policial na rodovia, enquanto tentavam seguir com produtos contrabandeados do Paraguai. Durante essa operação, oito suspeitos conseguiram escapar, mas quatro foram presos, incluindo Marcelo.
A polícia apurou que os contrabandistas haviam montado um esquema para ludibriar a fiscalização. Os veículos eram escondidos em um terreno murado próximo ao posto policial no Distrito de Vista Alegre, onde aguardavam que os policiais saíssem para poderem passar despercebidos.
O grupo se comunicava por meio de mensagens em WhatsApp e contava com a colaboração do proprietário do terreno, que recebia pagamento por fornecer informações sobre os movimentos das equipes policiais. No dia 23 de fevereiro, uma ação conjunta da Base de Vista Alegre e do Garras resultou na prisão de quatro indivíduos, incluindo Marcelo.
No local, foram apreendidos 12 veículos carregados com mercadorias contrabandeadas, como cigarros, agrotóxicos, pneus, eletrônicos e fardos de roupas, totalizando cerca de R$ 1 milhão em prejuízo ao crime organizado. Esse episódio, que evidenciou a atuação de Marcelo Raimundo da Silva em esquemas ilegais, levanta questionamentos sobre sua conduta, especialmente agora, com sua prisão em outra operação de corrupção e suborno.
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