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Meio Ambiente

Cláusula contratual obriga CG Solurb a comprar área onde funcionará novo aterro

Campo Grande News apurou que fazenda de 99 hectares vale R$ 30 milhões

Por Aline dos Santos | 11/05/2021 17:33
Fazenda Gameleira tem cultivo de soja e fica perto do atual aterro sanitário. (Foto: Reprodução)
Fazenda Gameleira tem cultivo de soja e fica perto do atual aterro sanitário. (Foto: Reprodução)

Contrato entre a empresa CG Solurb e a prefeitura de Campo Grande determina que a área do novo aterro sanitário, batizado de Erêguaçu, deve ser ofertada pela empresa, portanto, sem custo para os cofres municipais. Cláusula contratual estipula que “os ônus decorrentes da aquisição correrão às custas da concessionária”.

O documento foi assinado em 25 de outubro de 2012, após o consórcio vencer licitação para gestão dos resíduos sólidos em Campo Grande. O local do novo aterro será na Fazenda Gameleira, que tem 99 hectares, com acesso pela MS-455.

Ponto estratégico, perto do atual aterro sanitário em operação da Solurb e a 11 quilômetros do Centro da cidade, o custo da área é de R$ 30 milhões, conforme apurado pelo Campo Grande News com especialista.

Seta indica a Fazenda Gameleira, que tem área de 99 hectares. (Foto: Reprodução)
Seta indica a Fazenda Gameleira, que tem área de 99 hectares. (Foto: Reprodução)

Atualmente, a fazenda é destinada à lavoura de soja. A reportagem entrou em contato com a Agropecuária Moraes Ribeiro Ltda, que consta como dona da área, e foi orientada a retornar a ligação amanhã.

No ano passado, a Solurb chegou a bater o martelo para instalação do novo aterro em fazenda na saída para Três Lagoas, a 30 km do Centro da cidade. Com esta distância, veículos especiais iam transportar os líquidos percolados (chorume)  do empreendimento para a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto).

Na área Gameleira, o material vai para uma lagoa de acumulação e depois para a estação.

Na licitação - Outra peculiaridade do aterro Erêguaçu, que deve atender a cidade por 40 anos e dois meses, é o atraso. A reportagem apurou que o novo aterro deveria ter entrado em operação no mês de janeiro de 2018. E a indicação da área, que se arrasta desde 2012, foi uma das exigências do edital de licitação.

De acordo com ação judicial sobre o contrato do lixo, o consórcio CG Solurb apresentou duas áreas naquela ocasião: Fazenda Bálsamo (98 hectares) e parte da Chácara Ceroula (50 hectares).

MS-455 dá acesso á área que será novo aterro sanitário de Campo Grande. (Foto: Paulo Francis)
MS-455 dá acesso á área que será novo aterro sanitário de Campo Grande. (Foto: Paulo Francis)

Outro marco da concessão é de que novembro de 2014 deveria entrar em operação uma usina de triagem e compostagem.

O contrato também exigia que a frota de caminhões fosse totalmente renovada em 2018. Conforme informado à Justiça, a empresa tem 46 caminhões em atividade na coleta de lixo.  Já o marco contratual previa operação de forno crematório de carcaças de animais de pequeno porte em março de 2014.

 O Campo Grande News questionou pela manhã a CG Solurb sobre a compra da fazenda e valor, mas não obteve retorno até a divulgação da matéria.

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