Fujona chega no Bioparque e ficará de quarentena antes de dividir tanque
Pirarucu ficou famosa após saltar de carro em movimento na Avenida Mato Grosso
A Fujona, pirarucu que ficou famosa depois de saltar de um carro em movimento em plena Avenida Mato Grosso, chegou na sua nova casa, o Bioparque Pantanal, no final da manhã desta segunda-feira (6). Antes de se "instalar" de vez no tanque Grandes Rios, ela ficará de quarentena no hospital do maior aquário de água doce do mundo.
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A Fujona, pirarucu que ficou famosa ao saltar de um carro em movimento na Avenida Mato Grosso, chegou ao Bioparque Pantanal nesta segunda-feira (6) e ficará em quarentena de 15 a 40 dias. Após o período, ela será transferida para o tanque Grandes Rios, onde dividirá espaço com o pirarucu Beto. Durante o transporte, o cuidado foi mantê-la acordada, já que a espécie respira ar atmosférico e não pode receber tranquilizantes.
Segundo o médico veterinário do Bioparque, Edson Pontes, a Fujona pode ficar de 15 a 40 dias em observação. Ele explica que os cinco médicos veterinários que irão acompanhá-la nesse período vão observar principalmente o comportamento alimentar e fisiológico do animal.
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A Fujona ainda passará por exames para coletar informações do seu estado biológico. "Esses exames serão feitos para ver se tem algum problema e como a equipe pode intervir ou não", disse.
Depois da quarentena, a Fujona vai para o tanque Grandes Rios, onde vai ganhar um companheiro da mesma espécie, o Beto. "Lá ela vai ficar em um tanque que não é composto só da espécie dela, vai dividir espaço com outros peixes do mesmo tamanho. O pirarucu é um predador para animais menores, se ela ficasse com peixes pequenos, corria esse risco", completou.
Durante o transporte para a casa nova, a Fujona comprovou que seu nome não poderia ser outro. Na primeira tentativa de capturá-la, ela saltou e fugiu da rede de pesca. O médico veterinário explicou que essa é uma característica natural da espécie. "É um animal bem agressivo. Tem diversos relatos e histórias de problemas com eles em tanque, com humanos, porque é um animal feroz, selvagem e costuma pular muito, se defender assim como qualquer outro animal", detalhou.
Mas, segundo ele, a principal preocupação do trajeto de cerca de sete quilômetros entre a Feira Central e o Bioparque não foi evitar uma nova fuga, como a flagrada na última quinta-feira (1º).
"O nosso cuidado principal é manter esse animal acordado durante todo o transporte, normalmente nós aplicaríamos tranquilizantes, mas essa espécie respira ar atmosférico, não poderíamos levá-lo dormindo", relatou. O objetivo foi fazer o transporte com que gerasse o menor estresse para o animal. "Cuidado com o ar, e não pode ter mudança na temperatura da água e mínimo movimento possível", completou.
A diretora-geral do complexo, Maria Fernanda Balestieri, conta que se interessou pela Fujona quando viu a repercussão que a história ganhou. "Por ser uma espécie invasora em alguns biomas, a ideia é fazer um trabalho educativo. Estamos levando para poder falar o porquê de não soltar esses animais em biomas como o Pantanal, todo o problema que ela pode causar", afirmou.
Balestieri garantiu que o nome será Fujona mesmo. "Não tem como mudar depois que viralizou nas redes e tentou fugir hoje de novo", completou.
O proprietário do Pesqueiro do Parque, antigo dono da Fujona, acompanhou de perto todo o transporte. "Agora o pessoal pode conhecer o tal peixe fujão, ela vai estar no Bioparque", disse. Ele conta que aceitou o pedido da diretora-geral do Bioparque pensando no animal. "Doei para que o peixe ficasse mais tranquilo e com mais segurança", finalizou.
A fuga - O animal ganhou fama na tarde do dia 1º, após um episódio inusitado no cruzamento das Avenidas Mato Grosso e Paulo Coelho Machado, quando saltou do veículo que o transportava rumo à feira.
Para o transporte, Adelmo improvisou uma caixa com tela, mas, ainda assim, o pirarucu conseguiu escapar. Motoristas chegaram a buzinar para alertar sobre a situação, e o peixe, que não se feriu, foi rapidamente recolhido e colocado de volta no recipiente antes de seguir viagem.
De acordo com o comerciante, o pirarucu nunca teve finalidade comercial. Mantido no Pesqueiro do Parque apenas para exposição, o animal ficava em um lago menor, onde visitantes podiam observá-lo de perto.
“Não é peixe para a panela”, ressaltou. A espécie, conhecida cientificamente como Arapaima gigas, é considerada o maior peixe de água doce do mundo e é nativa da Bacia Amazônica.
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