Quadrilha é condenada por “pescar” R$ 10 mil em envelopes de caixa eletrônico
Grupo veio de São Paulo e invadiu agência no bairro Coronel Antonino na madrugada de 23 de janeiro de 2017
Quatro integrantes de uma quadrilha vinda de São Paulo especializada em furtar envelopes de depósitos bancários em terminais de autoatendimento foram condenados por “pescar” R$ 10 mil de caixa eletrônico de uma agência no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. O crime aconteceu em janeiro de 2017 e a sentença foi publicada no Diário da Justiça desta sexta-feira (24).
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Conforme as investigações, o grupo reuniu-se no Estado de São Paulo para planejar os ataques em Mato Grosso do Sul. O plano consistia em mapear agências que ainda possuíam caixas eletrônicos de modelos mais antigos (anteriormente utilizados pelo Banco Real).
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Para executar a logística, Álvaro Marcelo Garcia e Genivaldo Alves Monteiro viajaram primeiro a Campo Grande a bordo de um Fiat Uno. Na agência da Avenida Coronel Antonino, a dupla tornou inoperante a função de depósito de todas as máquinas modernas, deixando ativo apenas o terminal antigo. Com isso, todos os clientes da agência realizavam depósitos obrigatoriamente no caixa preparado para o furto.
Depois, Andreia Helena Garcia, Alessandro Carvalho da Silva e Ademir Simão, conhecido como "Mi", se deslocaram até o Estado em um veículo alugado.
Ainda conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o grupo atuou com a divisão de tarefas. Alessandro usou um pé de cabra para romper a carenagem do caixa eletrônico, Ademir “pescou” os envelopes com uma pinça de metal, e Andreia prestava vigilância dentro da agência. Álvaro e Genivaldo monitoravam a movimentação de policiais e clientes comunicando-se por celular.
Ao todo foram retirados R$ 10.297,24 do caixa eletrônico na Capital. No entanto, antes disso, eles estiveram em Dourados, onde também efetuaram o crime e depois que fugiram de Campo Grande, agiram da mesma forma em Três Lagoas, mas ainda não foram julgados por esses dois furtos.
As instituições bancárias registraram o crime, e a Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros) passou a investigar o caso. O grupo passou por julgamento neste mês de julho e acabou condenado pelo crime cometido na agência de Campo Grande.
Na sentença, a juíza Eucelia Moreira Cassal acolheu a tese defensiva e declarou extinta a punibilidade dos réus quanto ao crime de associação criminosa, tendo em vista o decorrer de mais de oito anos desde o recebimento da denúncia, ocorrido em maio de 2017. Com relação a Genivaldo Alves Monteiro, a punibilidade já havia sido extinta anteriormente em virtude de seu falecimento.
Contudo, todos os acusados foram condenados pelo crime de furto qualificado por rompimento de obstáculo, fraude e concurso de pessoas. Álvaro, Alessandro e Ademir receberam pena de 4 anos e 6 meses de reclusão e 35 dias-multa, cada, em regime fechado. Já Andreia vai cumprir a sentença de 4 anos em regime semiaberto.
No entanto, a juíza concedeu aos réus o direito de recorrer da sentença em liberdade, por já responderem ao processo nessa condição. A expedição dos mandados de prisão e guias de execução ocorrerá após o trânsito em julgado da decisão.
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