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Capital

Quadrilha é condenada por “pescar” R$ 10 mil em envelopes de caixa eletrônico

Grupo veio de São Paulo e invadiu agência no bairro Coronel Antonino na madrugada de 23 de janeiro de 2017

Por Ana Paula Chuva | 24/07/2026 07:57
Quadrilha é condenada por “pescar” R$ 10 mil em envelopes de caixa eletrônico
Equipe da Garras dentro da agência após descoberta do furto (Foto: Arquivo | Campo Grande News)

Quatro integrantes de uma quadrilha vinda de São Paulo especializada em furtar envelopes de depósitos bancários em terminais de autoatendimento foram condenados por “pescar” R$ 10 mil de caixa eletrônico de uma agência no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. O crime aconteceu em janeiro de 2017 e a sentença foi publicada no Diário da Justiça desta sexta-feira (24).

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Quatro integrantes de uma quadrilha de São Paulo foram condenados por furtar R$ 10.297,24 de caixa eletrônico em Campo Grande em 2017. O grupo manipulava terminais antigos para roubar envelopes de depósito. Álvaro, Alessandro e Ademir receberam 4 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado, enquanto Andreia foi condenada a 4 anos em regime semiaberto. Todos recorreram em liberdade.

Conforme as investigações, o grupo reuniu-se no Estado de São Paulo para planejar os ataques em Mato Grosso do Sul. O plano consistia em mapear agências que ainda possuíam caixas eletrônicos de modelos mais antigos (anteriormente utilizados pelo Banco Real).

Para executar a logística, Álvaro Marcelo Garcia e Genivaldo Alves Monteiro viajaram primeiro a Campo Grande a bordo de um Fiat Uno. Na agência da Avenida Coronel Antonino, a dupla tornou inoperante a função de depósito de todas as máquinas modernas, deixando ativo apenas o terminal antigo. Com isso, todos os clientes da agência realizavam depósitos obrigatoriamente no caixa preparado para o furto.

Depois, Andreia Helena Garcia, Alessandro Carvalho da Silva e Ademir Simão, conhecido como "Mi", se deslocaram até o Estado em um veículo alugado.

Ainda conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o grupo atuou com a divisão de tarefas. Alessandro usou um pé de cabra para romper a carenagem do caixa eletrônico, Ademir “pescou” os envelopes com uma pinça de metal, e Andreia prestava vigilância dentro da agência. Álvaro e Genivaldo monitoravam a movimentação de policiais e clientes comunicando-se por celular.

Ao todo foram retirados R$ 10.297,24 do caixa eletrônico na Capital. No entanto, antes disso, eles estiveram em Dourados, onde também efetuaram o crime e depois que fugiram de Campo Grande, agiram da mesma forma em Três Lagoas, mas ainda não foram julgados por esses dois furtos.

As instituições bancárias registraram o crime, e a Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros) passou a investigar o caso. O grupo passou por julgamento neste mês de julho e acabou condenado pelo crime cometido na agência de Campo Grande.

Na sentença, a juíza Eucelia Moreira Cassal acolheu a tese defensiva e declarou extinta a punibilidade dos réus quanto ao crime de associação criminosa, tendo em vista o decorrer de mais de oito anos desde o recebimento da denúncia, ocorrido em maio de 2017. Com relação a Genivaldo Alves Monteiro, a punibilidade já havia sido extinta anteriormente em virtude de seu falecimento.

Contudo, todos os acusados foram condenados pelo crime de furto qualificado por rompimento de obstáculo, fraude e concurso de pessoas. Álvaro, Alessandro e Ademir receberam pena de 4 anos e 6 meses de reclusão e 35 dias-multa, cada, em regime fechado.  Já Andreia vai cumprir a sentença de 4 anos em regime semiaberto.

No entanto, a juíza concedeu aos réus o direito de recorrer da sentença em liberdade, por já responderem ao processo nessa condição. A expedição dos mandados de prisão e guias de execução ocorrerá após o trânsito em julgado da decisão.

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