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Meio Ambiente

MPE abre inquérito para apurar fechamento de parque na Capital

Por Viviane Oliveira | 16/09/2014 13:38
No espaço há lixeiras, um parquinho para crianças, trilhas e um lago. (Foto: Marcelo Calazans)
No espaço há lixeiras, um parquinho para crianças, trilhas e um lago. (Foto: Marcelo Calazans)
Apesar de inaugurado, o parque está fechado para a população. (Foto: Marcelo Calazans)
Apesar de inaugurado, o parque está fechado para a população. (Foto: Marcelo Calazans)

O MPE (Ministério Público Estadual) abriu inquérito civil público para apurar irregularidade no Parque Municipal Cônsul Assaf Trad, que fica na avenida do mesmo nome, entre o residencial Alphaville e o Shopping Bosque dos Ipês, região norte de Campo Grande.

De acordo com o procedimento, o parque municipal chegou a ser inaugurado, mas está com os portões fechados com cadeados, impedindo a entrada da população. A área de 25 hectares, que deveria servir moradores de pelo menos 12 bairros da região abriga, hoje, apenas o prédio do projeto Florestinha da PMA (Polícia Militar Ambiental), como mostrou reportagem recente do Campo Grande News.

O inquérito que antes tramitava na 30ª Promotoria de Justiça foi transferido para a 29ª do Patrimônio Público e Social. No final do ano passado o MPE notificou o prefeito, na época Alcides Bernal (PP), e o representante legal da Alphaville Urbanismo S/A a prestar esclarecimentos sobre a suposta venda a particulares de área doada ao município pela empresa Lago Azul Empreendimento Imobiliário Ltda para implantação do Parque Assaf Trad no loteamento “Alphaville Campo Grande". O resultado dessa apuração não foi divulgado.

No começo do mês passado em resposta à reportagem do Campo Grande News, a Semadur (Secretária Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) informou que o local ainda não está aberto ao público porque falta fazer algumas adequações pontuadas pelo órgão e encaminhadas para a Prefeitura. As alterações necessárias não foram detalhadas, também, não foi informado uma data prevista para abertura da área.

A Semadur negou que o espaço esteja abandonado e disse que realiza rotineiramente atividades voltadas à educação ambiental por meio do projeto Florestinha, parceria entre a PMA e o órgão. Antes da revitalização, segundo a Prefeitura, o parque passou por um processo erosivo e hoje abriga uma estrutura com salas, anfiteatro, lagos e trilhas. Esse ano, na semana do meio ambiente, os alunos do projeto fizeram o plantio de 20 mil mudas de árvores.

A reportagem tentou falar com a promotora responsável pelo inquérito, Ana Carolina Lopes de Mendonça Castro, e a informação é de que ela não vai se pronunciar. A orientação foi protocolar um pedido para ler os documentos, o que foi feito e aguarda resposta.

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