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Meio Ambiente

Onça fujona ganha torcida para ser solta na natureza após nova captura

Por Ítalo Milhomem e Danúbia Burema | 13/02/2011 10:58
Para Humberto, onça deveria ser levada para fazenda no Pantanal.
Para Humberto, onça deveria ser levada para fazenda no Pantanal.

A onça que fugiu do CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) e foi recapturada pela segunda na manhã de ontem (12), conquistou a simpatia dos moradores de Campo Grande. Agora que ela foi recapturada pela segunda vez, a torcida da maioria é para que ela seja reintegrada ao seu habitat natural.

Hoje pela manhã um veterinário foi até a jaula onde a onça se encontra, no Cras (Centro de Reabilitação de Animais Selvagens) e constatou que ela cresceu, e esta bem alimentada, sem anormalidades.

De acordo com o coordenador do Cras, Élson Borges, a onça ficará em quarentena e passará por vários exames e só depois disso será dada uma decisão sobre seu futuro.

“Todas as hipóteses serão avaliadas, nós vamos sentar com a nossa equipe, ouvir órgão superior CNP (Centro Nacional de Grandes Predadores), que é vinculado ao Ibama responsável pelo tratamento de grandes felinos a partir de semana”, avalia Borges.

O caso das duas fugas é inédito no país, assim como uma eventual readaptação de filhotes de onça pitada ao seu habitat natural revela o coordenador do Cras.

Após ser capturada por armadilha, onça vai ficar em quarentena. (Foto: Divulgação)
Após ser capturada por armadilha, onça vai ficar em quarentena. (Foto: Divulgação)

“Não temos nenhum registro reintegração de onça pintada no país, ou dessa situação de uma onça em cativeiro fugir e ser recapturada. Se houver readaptação vai ser de forma monitorada com radio colar”.

O grande perigo apontado pelo Borges não é falta de alimento e sim a convivência com o homem.

“O grande problema não é a questão de sobrevivência do animal, porque ele sobrevive, mas sim a segurança, com animal, porque ela pode se aproximar de alguma fazenda e vir a ser abatida ou mesmo a disputa com outras onças, porque ela ainda é filhote”.

Para o vendedor de coco Ronaldo Ivan Zuim, de 44 anos, ela deve ser solta natureza, pois já provou que conseguiria sobreviver como já fez nas duas vezes que fugiu.

“Onde outras vivem, ela conseguiria viver também”, afirma Zuim.

Outro pessoa que compartilha dessa opinião é o advogado, Luis Antônio Santana, de 44 anos. Ele ressalta que a onça deveria viver como todo animal, solto. E afirmou que ela “voltou ainda melhor”, pois engordou 20 kg.

O autônomo, Humberto Gabriel franco, de 30 ano, até palpita para que local a onça deveria ser levada.

“Ele tinha que ser levar para uma fazenda no pantanal, e que se não puder soltar de uma vez na natureza, que solte e acompanhe até ela ir se acostumando”.

O porteiro, Rogério Campos, de 34 anos, demonstrou um carinho especial, e não quer que a onça fujona saia de Campo Grande.

“Ela tem que se soltar em alguma reserva aqui Campo Grande mesmo, porque ela já é daqui. Não tem perigo que ela fique solta, porque ela não fez mal a ninguem quando ficou solta”.

Porém ele reconhece a dificuldade disso acontecer, já que a Capital não dispõem de nenhuma reserva para isso.