SFA perde batalha contra fungo e causa comoção ao cortar mangueiras

A Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento perdeu uma batalha de 10 anos contra um fungo e causou comoção entre os funcionários ao cortar três mangueiras. As árvores foram derrubadas nesta terça-feira (11) no pátio do órgão, na Rua Dom Aquino, no Centro, em Campo Grande.
A luta contra a doença seca da mangueira, causada pelo fungo Ceratocystis Frimbiata, começou em 2004, segundo o superintendente federal de Agricultura, Orlando Baez. No entanto, em decorrência da região ser habitada, ao lado da praça de esportes Belmar Fidalgo, o órgão optou por um tratamento biológico e ecologicamente correto.
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Os pés de manga foram podados nas extremidades, uma das recomendações feitas pelos técnicos do órgão, para combater o fungo. Segundo a literatura especializada, a doença seca a mangueira.
“O corte gerou comoção entre os funcionários. Todos ficaram chateados, porque davam manga rosa muito bonita”, comentou o engenheiro agrônomo Celso Martins. “É uma doença clássica de árvore velha”, ressaltou.
Baez contou que três pés da planta foram cortados há dois anos, após o tratamento não ter alcançado o resultado. Outras três mangueiras foram cortadas hoje. Uma sétima mangueira continua de pé, mas está seca.
Ele também justificou que a medida teve caráter preventivo, já que os pés estavam secos e poderiam cair sobre os veículos. Além de causar danos nos carros, as mangueiras poderiam atingir os funcionários. “O pátio ta cheio de carro e sempre tem muita gente”, justificou-se.
O superintendente contou que teve a caminhonete S-10 atingida por um pé de ingá em 2005 na Avenida Afonso Pena, em frente ao Banco do Brasil. “Fui sorteado”, brincou e revelou que a prefeitura não o indenizou pelo incidente. “Não quero correr o risco pela segunda vez”, revelou.
No caso do pátio do órgão do Ministério da Agricultura, a superintendência poderia ser alvo de ações na Justiça.
Uma técnica para livrar as mangueiras dos fungos é química, com a aplicação de veneno. No entanto, o risco de causar intoxicação entre funcionários e vizinhos era grande.