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Meio Ambiente

Vigilância Sanitária fecha Feira do Pescado por falta de licença

Por Caroline Maldonado | 01/04/2015 12:32
Feira teve 600 quilos de peixe apreendidos (Foto: Marcelo Calazans)
Feira teve 600 quilos de peixe apreendidos (Foto: Marcelo Calazans)

A Feira do Pescado, iniciada ontem (31), no estacionamento da Feira Central de Campo Grande, foi fechada pela Vigilância Sanitária na manhã de hoje (1º). O motivo, segundo um dos organizadores, foi a falta de licença, que foi solicitada, mas não saiu a tempo do início da comercialização. Foram apreendidos, cerca de 600 quilos de peixe.

Mesmo sem a licença, eles resolveram fazer a feira para não perder a tradição da data, na Semana Santa. Segundo um dos promotores do evento, o superintendente federal adjunto da Pesca e Aquicultura, Celso Benites, os produtos não oferecem risco à saúde e passaram por controle de qualidade. “O que aconteceu é que pedimos a licença, mas não saiu a tempo”, explicou.

A denúncia que levou ao fechamento da feira, foi feita na Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo). Os organizadores desconfiam que a atitude partiu de grandes peixarias, incomodadas com a concorrência da feira, que estava na 13ª edição, a partir de parceria entre UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura) e Afecetur (Associação da Feira Central e Turismo de Campo Grande).

“Isso é pressão política das grandes peixarias de Campo Grande, porque esse projeto incomoda, já que tem peixe de alto padrão a preços razoáveis. Então eles pocuram picuinhas e procuram a vigilância sanitária”, argumentou Celso.

De acordo com o superintendente, os consumidores que adquiriram as postas e filés de peixe ontem podem ficar tranquilos quando a procedência dos produtos. “Os peixes não oferecem risco nenhum ao consumidor. São de alta qualidade, atingiram dois ou três quilos em dez meses”, afirmou.

Conforme Celso, hoje a feira chegou a abrir, mas não vendeu nada, pois foi fechada logo no início. Agora, a organização tenta conseguir de volta o produto, que está em câmara fria da vigilância, para reaproveitar na produção de ração animal para a universidade.

O Campo Grande News tentou contado, via telefone, com a Decon para saber o motivo da interdição, mas as ligações não foram atendidas no horário do almoço.

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