Até cachorro pode ter TDAH? Veja sinais que vão além da bagunça
Inquietação excessiva, dificuldade de foco e impulsividade exigem atenção especializada dos tutores

Assim como humanos, cachorro também pode apresentar sinais parecidos com o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), uma curiosidade que tem chamado atenção de tutores e especialistas em comportamento animal. A condição, ainda estudada pela ciência, pode explicar por que alguns cães parecem agitados além do normal, têm dificuldade para obedecer comandos e vivem em estado constante de impulsividade.
Segundo o médico-veterinário Thiago Oliveira, muitos tutores se surpreendem ao descobrir que comportamentos excessivamente hiperativos podem ir além de energia acumulada ou traços de personalidade.
“Existe uma diferença entre um cão ativo e um animal que demonstra sinais persistentes de desatenção, impulsividade e hiperatividade. Alguns cachorros realmente podem apresentar alterações comportamentais semelhantes ao TDAH humano”, explica.
De acordo com o especialista, cães com esse perfil costumam ter dificuldade para manter foco, se distraem facilmente, não conseguem relaxar, apresentam inquietação constante e podem reagir de forma exagerada a estímulos simples do dia a dia.
Entre os sinais mais comuns estão destruição frequente de objetos, excesso de agitação, dificuldade em seguir comandos, impulsividade e comportamento descontrolado mesmo após passeios ou atividades físicas.
“O tutor geralmente percebe que o cachorro parece estar ‘ligado no máximo’ o tempo todo. Mesmo com exercícios, ele continua extremamente agitado”, comenta o veterinário.
Estudos internacionais feitos por especialistas em comportamento animal já investigam esses padrões e sugerem que fatores genéticos, ambientais e neuroquímicos podem estar ligados ao problema.
Apesar da curiosidade, Thiago alerta que nem todo cão agitado tem TDAH. “Muitas vezes, falta de estímulo, ansiedade, estresse ou ausência de rotina adequada podem causar sintomas parecidos. Por isso, a avaliação veterinária é fundamental antes de qualquer conclusão”, destaca.
Quando confirmado, o tratamento pode incluir mudanças na rotina, enriquecimento ambiental, adestramento e, em alguns casos, suporte medicamentoso.
Para Thiago, entender que saúde mental também faz parte da vida dos pets ajuda tutores a oferecerem cuidados mais completos. “Hoje sabemos que comportamento também é saúde. Observar sinais e buscar orientação pode transformar a qualidade de vida do animal e da família”, finaliza.
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