MS tem 14 mil pets cadastrados no SinPatinhas, mas só 10% com microchip
Sistema lançado em abril de 2025 também registra quase 6 mil cães e gatos castrados no Estado
Pouco mais de um ano após o lançamento do SinPatinhas, Mato Grosso do Sul contabiliza 14.049 cães e gatos cadastrados no sistema nacional de identificação de animais domésticos. Os dados foram fornecidos pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima).
RESUMO
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Mato Grosso do Sul registra 14.049 cães e gatos no SinPatinhas, sistema nacional de identificação de animais domésticos lançado há pouco mais de um ano. Destes, apenas 1.396 possuem microchip, representando 9,9% do total. Cerca de 5.936 animais cadastrados no estado foram castrados. No Brasil, o sistema reúne 1,7 milhão de animais. O cadastro permite emitir gratuitamente uma carteirinha com QR Code para facilitar a localização de pets desaparecidos.
Entre os animais registrados no Estado, 1.396 possuem microchip. São 837 cães e 559 gatos. O número representa apenas 9,9% de todos os animais sul-mato-grossenses incluídos no sistema.
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Os dados mostram ainda que 5.936 animais cadastrados em Mato Grosso do Sul foram castrados, sendo 2.745 cães e 3.191 gatos. Isso corresponde a 42,3% do total de registros no Estado.
Em todo o Brasil, o SinPatinhas reúne 1.741.783 animais. A maioria é formada por cães, com 1.024.799 registros, enquanto os gatos somam 716.984.
O sistema foi lançado em abril do ano passado para reunir informações sobre cães e gatos em um cadastro nacional. Os tutores podem emitir gratuitamente uma carteirinha com número de identificação e QR Code. O documento reúne dados do animal e do responsável, o que pode facilitar a localização do tutor caso o pet desapareça.

Foi essa preocupação que levou o jornalista Maurício Aguiar, de 26 anos, a cadastrar Luke, gato sem raça definida, rajado e de 3 anos. Antes de adotá-lo, Maurício havia tido dois cães durante a infância. Um fugiu e nunca mais foi encontrado, enquanto o outro morreu de câncer.
Quando passou a morar sozinho, decidiu adotar um animal e tomou cuidados adicionais para evitar que a história se repetisse. Luke foi castrado e microchipado pela Subea (Superintendência de Bem-Estar Animal) de Campo Grande.
“Logo quando o SinPatinhas foi lançado, eu fiz o cadastro para que, caso ele fuja, fique mais fácil encontrá-lo e também para ter acesso a possíveis benefícios que pudessem estar relacionados”, contou.
Maurício também contratou um plano de saúde para o gato, que possui um problema genético de pele. Para ele, a microchipagem poderia ajudar mais animais, inclusive os que vivem nas ruas, mas o serviço ainda é pouco conhecido.
“Acho que até aqueles que são microchipados podem não ser encontrados porque muitas pessoas não sabem que isso existe. Talvez apenas os veterinários e os pais de pet mais preocupados. Falta atenção, mas também conscientização do poder público sobre esses serviços”, afirmou.
Ana Paula Gamarra não perdeu tempo quando o cadastro foi lançado. Ela registrou os quatro cães da família: Milou, Maila, Filhote e Zico.
“Logo que lançou o documento, eu fiz de todos os cachorros aqui de casa, pois acho uma segurança para caso um dia eles acabem fugindo ou se perdendo. Além disso, é muito bonitinho o documento”, relatou.
Apesar de terem funções próximas, o cadastro no SinPatinhas e o microchip não são a mesma coisa. O documento digital concentra as informações declaradas pelo tutor. Já o microchip é implantado sob a pele do animal e possui um código que pode ser consultado com um leitor específico. A combinação das duas ferramentas amplia as chances de identificação, mas depende de o cadastro estar atualizado e de quem encontrar o animal saber procurar pelo chip.
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