Alckmin destaca fertilizantes e investimentos em MS durante congresso do agro
Vice-presidente citou unidade de produção de ureia em Três Lagoas, prevista para ser a maior da América Latina

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), destacou a produção nacional de insumos agrícolas durante o 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado em São Paulo (SP). Em sua fala, Alckmin apontou a estratégia do Governo Federal de reabrir plantas de fertilizantes no país para reduzir a dependência de importações e dar suporte ao crescimento do setor produtivo.
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Geraldo Alckmin destacou, no 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo, a reabertura de plantas de fertilizantes no país para reduzir importações. Ele citou a UFN-III, em Três Lagoas, que será a maior produtora de ureia da América Latina. O vice-presidente também abordou avanços em biocombustíveis e afirmou que o Brasil manterá negociações diante do tarifaço americano, anunciando R$ 18,5 bilhões para apoiar empresas afetadas.
Ele enfatizou a relevância da UFN-III (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III), localizada em Três Lagoas. Trata-se do projeto industrial estratégico voltado à produção de ureia e amônia, considerado um dos maiores empreendimentos do segmento no País.
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"Nós retomamos todas as fábricas de nitrogenados: Fafen Sergipe, Fafen da Bahia, Araucária no Paraná. E temos, depois de 15 anos, a fábrica que é em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, para nitrogenados", mencionou Alckmin durante o evento, dizendo que a sul-mato-grossense será a maior planta de produção de ureia da América Latina.
Ele pontuou ainda os desdobramentos de disputas jurídicas que viabilizam projetos no setor de potássio: "Finalmente foi resolvida a questão jurídica que nós devemos ter um avanço também na questão de fertilizantes".
Biocombustíveis – Além do segmento de insumos, o vice-presidente disse que há uma evolução dos biocombustíveis e modernização do sistema de defesa agropecuária, com aumento da mistura do biodiesel e a eficácia do etanol na descarbonização. "O etanol e agora o biodiesel, com 15% do diesel com óleos vegetais e gordura animal, ajudam muito o meio ambiente, melhoram a qualidade do ar e a saúde da população."
Em relação ao tarifaço dos EUA, o vice-presidente reiterou que o Brasil manterá tratativas diplomáticas diante das taxas protecionistas impostas por mercados externos. "Não vamos sair da mesa de negociação", afirmou, lembrando o aporte disponibilizado para dar suporte ao parque fabril brasileiro afetado por restrições externas.
"Hoje, até 15% da nossa exportação vale de 5 a 7 bilhões [de dólares], e está muito afetada a indústria. Por isso, nós colocamos R$ 18,5 bilhões para apoiar as empresas afetadas."

