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Política

Após “desastre Odilon”, PDT desiste de candidatura ao governo do Estado

Dagoberto quer palanque para Ciro Gomes e eleger deputados em 2022

Por Aline dos Santos | 08/03/2021 12:53
Dagoberto acompanha os demais partidos para definir qual cadidato ao governo terá apoio do PDT. (Foto: Henrique Kawaminami)
Dagoberto acompanha os demais partidos para definir qual cadidato ao governo terá apoio do PDT. (Foto: Henrique Kawaminami)

O ano eleitoral de 2022 nem começou, mas o PDT de Mato Grosso do Sul já tem uma certeza: não vai lançar candidato ao governo. A decisão foi tomada com mais de um ano de antecedência por conta dos traumas das Eleições 2018, em que a sigla disputou o segundo turno com o juiz aposentado Odilon Oliveira, derrotado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

“Foi um erro em 2018. Deus me livre, só eu sei que o passei. A experiência passada foi um desastre. Nós fizemos a opção pelo doutor Odilon, mas ele não se viabilizou economicamente e todo o dinheiro que o partido mandou ficou para a campanha dele. Isso prejudicou muito os nossos candidatos a deputado estadual e federal”, afirma o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT).

Atualmente, ele é o único representante do PDT de MS na Câmara dos Deputados. O partido não tem deputado estadual na Assembleia Legislativa. O PDT elegeu Jamilson Name, que deixou a sigla.

Sem candidatos a governador e ao Senado, o dirigente do PDT em MS já planeja apoios futuros. Com foco em eleger deputados (estadual e federal), o partido aguarda definição dos candidatos ao governo dos demais partidos.

Dagoberto revelou que tem mantido diálogo com Azambuja e acredita que Eduardo Riedel, atual titular da Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura) e cotado para disputar o governo, deve trocar o PSDB por uma sigla sem candidato à presidência. Desta forma, pode subir no palanque de todos.

Neste cenário, o caminho natural de Riedel seria o PP, que tem terceiro maior tempo de TV na campanha eleitoral, bom fundo partidário e sem candidato a presidente. Na análise do pedetista, essa situação já despertou o interesse da deputada federal Rose Modesto (PSDB), que estaria em busca do comando do PP.

Na lista de eventuais candidatos ao governo, Dagoberto também cita a senadora Soraya Thronicke (PSL) e o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD).

Inclinado a apoiar Riedel, o deputado elogia o prefeito, mas avalia que ele possa não ser candidato porque deverá deixar o comando da prefeitura ainda em 2021 se quiser entrar na disputa. “Se o Marquinhos sair, vai ser um excelente candidato”.

Na disputa presidencial, o PDT encampa a candidatura de Ciro Gomes. “Mais do que chapa estadual, a nossa prioridade é o Ciro”.  A reportagem não conseguiu contato com Eduardo Riedel.

Já Rose Modesto diz que tem recebido convites de vários partidos, inclusive, do PT, mas garante que "só vou avaliar (as possibilidades) em 2022"

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