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Política

Chapa de Odilon nega relação com fake news e afirma ser “vítima do sistema”

Em nota, coligação afirma que pedetista também é alvo de material difamatório e questiona ação autorizada pela Justiça Eleitoral

Por Humberto Marques | 25/10/2018 18:28
Campanha de Odilon confirmou que, em endereço onde houve apreensão de computadores durante ação contra fake news, funcionava empresa responsável por mídias sociais do pedetista. (Foto: Paulo Francis)
Campanha de Odilon confirmou que, em endereço onde houve apreensão de computadores durante ação contra fake news, funcionava empresa responsável por mídias sociais do pedetista. (Foto: Paulo Francis)

Em nota distribuída na tarde desta quinta-feira (25), a campanha do candidato Odilon de Oliveira (PDT) afirmou que “rechaça” quaisquer relações entre seus colaboradores “e a publicação de material fake nas redes sociais ou qualquer que seja a forma”, afirmando ainda ser “vítima do sistema” e também alvo de materiais difamatórios. A manifestação ocorreu horas depois de uma segunda ação de busca e apreensão, ordenada pela Justiça Eleitoral, contra endereço da campanha do pedetista que foi apontado como fonte de material difamatório contra o concorrente, Reinaldo Azmabuja (PSDB).

A nota afirma que, ao longo de uma semana, colaboradores de Odilon “foram vítimas de duas buscas e apreensões de equipamentos a pedido da campanha do candidato a governador e autorizadas pela Justiça Eleitoral, porém sem apresentação de qualquer prova mínima que justificassem as ações”.

As ações ocorreram no dia 19 de outubro e nesta quinta-feira, a pedido da coligação Avançar com Responsabilidade. No primeiro caso, foram apreendidos computadores em endereço na rua 14 de Julho vinculado ao publicitário Paulo Cabral, que atua na campanha de Odilon, a fim de verificar a existência de uma “central de fake news” montada com o intuito de difamar Reinaldo. Nesta quinta, foram recolhidos 12 computadores e notebooks do endereço onde funcionava o escritório responsável pelas redes sociais de Odilon –segundo a chapa tucana, as ações mudaram de endereço após a primeira busca. As duas ações foram autorizadas pelo juiz Paulo Alberto de Oliveira, da 8ª Zona Eleitoral.

“Na quinta-feira passada foi o colaborador de marketing da coligação Esperança e Mudança, o publicitário Julio Cabral que ficou sem seus computadores pessoais e de trabalho. Até o da esposa foi levado, por conta de uma denúncia sem provas, feita pela coligação do candidato governador. Hoje, estranhamente se repetiu o mesmo ‘modus operandi’, com os mesmos personagens, porém desta vez o alvo foi o escritório responsável pelo trabalho nas redes sociais do candidato ao governo juiz Odilon de Oliveira”, destaca a nota, segundo a qual as ações visam a “tentar desestabilizar” a campanha do pedetista.

No comunicado, a campanha de Odilon também cita manipulação de notícias contra o candidato. “Isso comprova que a coligação Esperança e Mudança está sendo vítima do sistema”, pontuou.