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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Março de 2019

25/10/2018 18:28

Chapa de Odilon nega relação com fake news e afirma ser “vítima do sistema”

Em nota, coligação afirma que pedetista também é alvo de material difamatório e questiona ação autorizada pela Justiça Eleitoral

Humberto Marques
Campanha de Odilon confirmou que, em endereço onde houve apreensão de computadores durante ação contra fake news, funcionava empresa responsável por mídias sociais do pedetista. (Foto: Paulo Francis)Campanha de Odilon confirmou que, em endereço onde houve apreensão de computadores durante ação contra fake news, funcionava empresa responsável por mídias sociais do pedetista. (Foto: Paulo Francis)

Em nota distribuída na tarde desta quinta-feira (25), a campanha do candidato Odilon de Oliveira (PDT) afirmou que “rechaça” quaisquer relações entre seus colaboradores “e a publicação de material fake nas redes sociais ou qualquer que seja a forma”, afirmando ainda ser “vítima do sistema” e também alvo de materiais difamatórios. A manifestação ocorreu horas depois de uma segunda ação de busca e apreensão, ordenada pela Justiça Eleitoral, contra endereço da campanha do pedetista que foi apontado como fonte de material difamatório contra o concorrente, Reinaldo Azmabuja (PSDB).

A nota afirma que, ao longo de uma semana, colaboradores de Odilon “foram vítimas de duas buscas e apreensões de equipamentos a pedido da campanha do candidato a governador e autorizadas pela Justiça Eleitoral, porém sem apresentação de qualquer prova mínima que justificassem as ações”.

As ações ocorreram no dia 19 de outubro e nesta quinta-feira, a pedido da coligação Avançar com Responsabilidade. No primeiro caso, foram apreendidos computadores em endereço na rua 14 de Julho vinculado ao publicitário Paulo Cabral, que atua na campanha de Odilon, a fim de verificar a existência de uma “central de fake news” montada com o intuito de difamar Reinaldo. Nesta quinta, foram recolhidos 12 computadores e notebooks do endereço onde funcionava o escritório responsável pelas redes sociais de Odilon –segundo a chapa tucana, as ações mudaram de endereço após a primeira busca. As duas ações foram autorizadas pelo juiz Paulo Alberto de Oliveira, da 8ª Zona Eleitoral.

“Na quinta-feira passada foi o colaborador de marketing da coligação Esperança e Mudança, o publicitário Julio Cabral que ficou sem seus computadores pessoais e de trabalho. Até o da esposa foi levado, por conta de uma denúncia sem provas, feita pela coligação do candidato governador. Hoje, estranhamente se repetiu o mesmo ‘modus operandi’, com os mesmos personagens, porém desta vez o alvo foi o escritório responsável pelo trabalho nas redes sociais do candidato ao governo juiz Odilon de Oliveira”, destaca a nota, segundo a qual as ações visam a “tentar desestabilizar” a campanha do pedetista.

No comunicado, a campanha de Odilon também cita manipulação de notícias contra o candidato. “Isso comprova que a coligação Esperança e Mudança está sendo vítima do sistema”, pontuou.



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