"Chega de coronéis em MS": Fábio Trad vota e diz que acredita em 2º turno
Candidato ao governo comentou sobre a campanha e intervenção dos EUA nas eleições brasileiras
RESUMO
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O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad (PT), votou por volta das 10h30 deste domingo (4) no Instituto Missionário São José, que fica na Rua Arthur Jorge, em Campo Grande. Ele estava acompanhado da vice-candidata de sua chapa, Gilda Maria, a Dona Gilda (PT), além da esposa e dos filhos.
Questionado sobre um possível segundo turno no Estado, ele reafirmou a esperança. "A certeza de agora um segundo turno, porque Mato Grosso do Sul precisa para debater com profundidade os gravíssimos problemas que nos afligem, inclusive o problema da corrupção", disse.
Trad também pediu: "chega de coronéis em Mato Grosso do Sul", criticando a concentração de poder nas mãos de pessoas ligadas ao agronegócio no Estado e defendeu que "o povo volte a tomar assento na mesa do poder".
Ao avaliar a própria campanha, o candidato frisou que visitou 70 cidades de carro, não de "jatinho", e exaltou a companhia de Dona Gilda. "Um trabalho que me honrou por estar ao lado de uma mulher extraordinária, mãe, avó, que tem experiência em gestão pública", disse.
Ouvindo reclamações de eleitores nesse período, diz ter concluído que "o Estado não está sendo bem gerido", criticando seu adversário, o governador Eduardo Riedel (PP). Citou "problemas graves na saúde, na integridade, na transparência e corrupção generalizada" no atual governo, além de "estradas precárias, esburacadas, sem acostamentos, sem iluminação" e uma educação que poderia estar melhor. "Um estado rico como o nosso, nós deveríamos estar entre os top 3", afirmou. Lembrou ainda do índice elevado de feminicídios: "não há uma ação enérgica, preventiva e repressiva por parte do atual governo. E nós temos essas propostas", continuou.
Fábio respondeu com uma citação bíblica à convicção de adversários de que a eleição ao governo de Mato Grosso do Sul será encerrada neste primeiro turno. "Eu tenho a dizer que a soberba, segundo a Bíblia, anuncia a queda", pontuou.
Sobre o cenário nacional, afirmou que acredita na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. Criticou ainda a intervenção estadunidense nas eleições brasileiras e falou em soberania.
"Eu vejo que já há uma operação em curso dos Estados Unidos através de financiamentos a órgãos ligados à extrema-direita para desestabilizar psicologicamente o eleitorado, infundindo-lhe medo. Mas nós acreditamos que o Brasil deve continuar sendo soberano, sobretudo com as suas riquezas naturais, que é essa uma das ambições dos Estados Unidos, para que nós, então, possamos continuar jurando a nossa bandeira, a bandeira verde-amarela do Brasil. Isto sim é patriotismo", resumiu.
Resultado - Trad afirmou que irá acompanhar o resultado das apurações de votos ao lado da família, incluindo a esposa, Flávia Trad, que passou por uma cirurgia após apresentar um quadro de apendicite poucos dias antes das eleições.
"Vou ficar ao lado da minha querida esposa, que está convalescente, e dos meus filhos em casa, com a maior tranquilidade e harmonia espiritual possível", disse.
Clima hostil - Antes de votar, Trad enfrentou vaia e foi chamado de "ladrão" por um eleitor. Foi necessária a intervenção do promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri para pacificar a seção eleitoral. O homem explicou que se referiu ao presidente Lula e não ao candidato.
Questionado sobre o episódio, o candidato disse que "faz parte da democracia" e ressaltou que "o amor vence o ódio". Leia mais aqui.
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